DA ITÁLIA AO MUNDO

Na Itália do século passado, percorrida pelos ventos da libertação da ocupação estrangeira, surgiu de várias partes, um desejo de universalidade que ia além daqueles já grandes anseios. Eram jovens seminaristas sonhando evangelizar povos longínquos, sacerdotes acalentando projetos de fundar comunidades missionárias e o próprio papa Pio IX expressando o desejo de que a Igreja Católica italiana criasse uma instituição para a evangelização do mundo.

Pouco antes da metade do século, uma mão providencial encaminhou esses dinamismos dispersos para uma meta única, através de um instrumento, o Pe. Ângelo Ramazzotti, de Milão. Animado por amigos, ele sentiu no desejo do papa o impulso para realizar a profunda aspiração que o acompanhava desde a juventude, ou seja, realizar algo em favor das missões, oferecendo assim aos jovens seminaristas uma possibilidade concreta.

Ângelo Ramazzotti

Fundador do PIME, o bispo de Pavia, Ângelo Ramazzotti

Naqueles mesmos dias, Ramazzotti foi eleito bispo da cidade de Pavia, perto de Milão. Com intuição genial, envolveu os outros bispos da região no ato de fundação do “Instituto das Missões Exteriores” (1 de dezembro de 1850). Esses diziam que, como era compromisso de cada Igreja universal, queriam dar a sua contribuição, fundando o Instituto e fornecendo o pessoal apostólico.

Desde o início, o Instituto caracterizou-se pela sua finalidade de evangelização, em particular dos povos e grupos ainda não-cristãos.

No espírito do heroísmo inicial, os primeiros missionários quiseram escolher uma dificílima missão nas ilhas do Pacífico, ao norte da atual Austrália, mas tiveram que abandoná-la depois de poucos anos. Em seguida, foram-se abrindo vários campos de apostolado na Ásia que se tornou, assim, o continente que mais caracteriza a opção e o estilo missionário dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo para as Missões Exteriores – dando vida ao atual Pontifício Instituto das Missões Exteriores. Mais recentemente, o PIME abriu-se a outros campos missionários, aprofundando sua tradição Asiática. Voltou também às origens, na Papua Nova Guiné. Ao mesmo tempo, saiu para outros continentes como a África e a América Latina, adquirindo um rosto mais plenamente universal.

O PIME contribuiu para a fundação de inúmeras dioceses numa atitude de serviço missionário às Igrejas locais. Atualmente, recebe também vocações locais, na Índia, Estados Unidos, no Brasil, para ajudar essas comunidades a se abrirem à dimensão missionária universal.