A Missão nas Fronteiras nasceu de um chamado de Deus através da realidade e do apelo de Aparecida para que as Igrejas se tornem de fato missionárias.

mapa-FRONTEIRASÉ missão nas FRONTEIRAS no duplo sentido geográfico e social. É missão que se realiza nas fronteiras do Brasil, Guiana Francesa, Suriname. É missão que busca em primeiro lugar os que se encontram nas fronteiras da sociedade tanto culturalmente como os Povos Indígenas, tanto socialmente: são, as vitimas do tráfico humano e as vítimas da prostituição e da droga, mas também os garimpeiros, os emigrados, os sem documentos e sem trabalho, longe de sua casa e seu País.

O projeto Missão nas Fronteiras é um projeto elaborado em mutirão e fruto do anseio e preocupação de missionários, bispos, presbíteros e leigos. Nasce como resposta à situação peculiar de nossas fronteiras e constatando que a pastoral ordinária das paróquias não é resposta adequada e eficaz a esta situação. As paróquias não consegue alcançar as pessoas que não procuram a Igreja, mas que precisam da Boa Notícia que Deus os ama e lhe oferece mudança de vida para o melhor.  É preciso uma pastoral especializada, com metodologiae espiritualidade peculiares, em comunhão e com apoio das Igrejas: dioceses, paróquias, comunidades.encontro tri fronteirice

O Projeto Missão nas Fronteiras é um projeto em continua elaboração, a partir das mudanças necessárias para encontrar a melhor maneira de colocar-se a serviço da vida das pessoas e realizar em comunhão com as dioceses a missão que Jesus nos confiou.

Este projeto expressa a orientação, o marco referencial e os sonhos de uma equipe atenta aos desafios da região guianense. A Missão nas Fronteiras é uma semente plantada no chão do altiplano guianense que o Espírito de Deus, com sua chuva fecunda e faz pouco a pouco crescer.

A nossa equipe, na leitura da realidade, ouviu o chamado de Deus: “Tenho outras ovelhas que não pertencem a este redil, é preciso que delas me ocupe.”

Jesus formou uma equipe, chamou um grupo de homens e mulheres para estar com Ele e compartilhar sua missão, enviou-os para anunciar a Boa Nova do Reino, pelas cidades e povoados da região da Palestina e, depois da ressurreição, pelo mundo inteiro.

A missão de Jesus e dos seus discípulos é direcionada ás pessoas situadas nas fronteiras ou fora da sociedade: pessoas excluídas do Templo, das mesas dos justos, da convivência social; é direcionada aos impuros como os pastores e os leprosos, aos pagãos como os magos, aos pecadores como os publicanos eprostitutas, aos possuídos pelo demônio e aos amaldiçoados como os doentes.

Eu vim para salvar o que estava perdido!” Lc 19,10 e “O bom pastor deixa as 99 ovelhas no redil e vai a procura da que se perdeu.” Mt 18,12

É a atitude de Jesus missionário que norteia também a nossa equipe. Nós temos que ir ao encontro das pessoas que não procuram a Igreja, que não rezam a Deus, mas que a Ele gritam com o sofrimento da própria vida como os hebreus escravos no Egito. “Eu escutei, vi e desci”, diz Deus e hoje nós somos o ouvido, os olhos e os pés de Deus que vai ao encontro do oprimido para libertá-lo. O faraó, hoje está ativo, impulsionado pelo poder do dinheiro, das influências, estimulado pela luxuria e pelo lucro. Moisés é gago e fraco, mas Deus diz: ”Vai, pois. Eu te envio ao Faraó. Faze sair do Egito o meu povo. Exe,10! Eu estarei contigo!  Ex 3,12!

Ao longo da história, inúmeros grupos comprometidos com a construção de um “outro mundo” mais justo, humano e fraterno, se organizaram de uma forma ágil, disponível, itinerante e gratuita. Estes grupos são uma riqueza criativa e um complemento indispensável em relação a outros grupos, mais estáveis ou institucionais, também engajados na mesma luta.

24 (08.06.14) Passeio no rio OiapoqueAtualmente, as pessoas que formam as pessoas da Missão das Fronteiras, se sentem chamadas e impelidas por Jesus, como seus seguidores e seguidoras, a procurar novos caminhos para melhor contribuir nesta caminhada rumo a uma “terra sem males”, desde as entranhas das Guianas.

Entendemos que Deus dirige este apelo às Igrejas e não a duas ou três pessoas. É reafirmado o sujeito comunitário deste projeto, as igrejas e comunidades num processo contínuo de interação, convivência, intercâmbio de experiências vividas em uma práxis libertadora. Também são apresentados alguns elementos da organizaçãoe articulação que são perpassados por uma nova relação entre as pessoas e em relação aos recursos materiais e econômicos necessários para a missão.

A nossa vai ser uma equipe internacional, aliás, um conjunto de equipes: Oiapoque- Brasil; Caiena-Guiana Francesa; Paramaribo- Suriname. Vamos tentar dar uma resposta pessoalmente e articulado com as Igrejas. É um desafio devido à diversidade de línguas, raças e culturas, mas contamos com a ajuda de Deus que nos chama, das Igrejas que nos enviam e da nossa determinação.

Em março vamos iniciar a nossa preparação teórica e experimentar o desafio da convivência: no momento somos só mulheres, religiosas e leigas vindo de lugares e ambientes diferentes. Na semana santa e durante o mês de abril vamos fazer o nosso estagio entre os índios Tembé e na cidade de Oiapoque.

Se deus quiser, em maio a nossa missão vai iniciar na cidade de Oiapoque.

Durante o primeiro ano queremos conhecer a realidade da fronteira: trafico humano, droga e migração e, ao mesmo tempo, começar a articulação com a Guiana Francesa e Suriname. São três as dioceses envolvidas: Macapá, Caina e Paramaribo.Padre Nello em 2011

Esperamos e temos certeza que Deus vai convidar outras pessoas que se juntem a nós.  Se Deus chamar não feche o seu coração; dê uma resposta positiva ao seu convite e entre em contato com a equipe coordenadora.

 

CONTATOS: Pe. NelloRuffaldi e irmã Rebeca Spires
TV. Padre Prudêncio, 339,  Igreja do Rosário, canto com Aristides Lobo.
Tel. 91- 3252 4164   Cel: 8886 2077 ou 8886 3210

Email: [email protected]ou  [email protected]

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