Padre Cremonesi, reconhecido o martírio e será proclamado bem-aventurado

 santidade e missão 

O PIME em breve terá um novo “Bem-aventurado” e será o quarto dos dezenove mártires do instituto a ascender à glória dos altares.

 O Papa Francisco, autorizou a promulgação do decreto reconhecendo o martírio do padre Alfredo Cremonesi, missionário do PIME, nasceu em 15 de maio de 1902 em Ripalta Guerina (Cremona) e morto em 1953 na Birmânia (atual Myanmar). O Dom Daniele Gianotti, bispo da Diocese de Crema, já anunciou que a beatificação será realizada em outubro de 2019, durante o extraordinário mês missionário. Abaixo, uma pequena biográfia do padre Alfredo tratada no livro “Heróis da Missáo” (Mundo e Missão, 2016)

padre Alfredo, quando era jovem, foi afetado por linfatismo e com leucemia, teve que ficar acamado por longos tempos no seminário diocesano mas tinha certeza que sararia completamente: confiara-se à Santa Teresinha do Menino Jesus e sabia que lhe seria concedida a graça da saúde. Então, recuperado o vigor, deixa o seminário diocesano para entrar no seminário missionário. Em 12 de outubro de 1924 é ordenado sacerdote e, exatamente um ano depois, zarpa de Gênova para Toungoo, na Birmânia. Tem só 23 anos. Durante um ano se dedica ao estudo da língua e do novo estilo de vida. Confiam-lhe o encargo de atender à procuradoria da missão. Não é o que esperava, mas atende bem ao seu dever. Em seguida, o bispo confia-lhe um distrito e lá, Donoku, um vilarejo perdido entre montanhas, torna-se o ponto de partida para muitas de suas expedições. Começa a vida de andarilho entre aldeias pagãs e católicas, tornando-se um dos mais incansáveis viajantes entre seus coirmãos.

     Em 1941, com a invasão dos japoneses no território birmanês, os ingleses detêm os missionários nos campos de concentração na Índia, exceto os seis anciãos que estão no lugar há mais de dez anos. Entre estes está padre Cremonesi, que permanece em Mosò até o final da guerra. De tanto comer apenas verduras cozidas em água e sal, quando as tem, reduz-se a um “fantasma”, e, ao esgotamento por inanição, acrescenta-se a febre malárica que o devora. Mas piores do que as privações materiais são os sofrimentos morais. No início de janeiro de 1947 a Birmânia já está livre da invasão japonesa e independente da Inglaterra, e o padre Alfredo pode voltar a Donoku. Com novo entusiasmo, põe-se a reconstruir o que tinha sido devastado. Mas, logo, acontecem novas provações. As tribos carianas, principalmente as formadas pelos protestantes batistas, rebelam-se contra o poder constituído e lançam-se numa guerra partidária. Os católicos, mantendo-se fiéis ao governo, são malvistos pelos rebeldes, além de não contar com nenhuma proteção do exército regular, que evita entrar no território controlado pela guerrilha. Assim, o missionário, após uma invasão de rebeldes na aldeia de Donoku, é obrigado a abandonar seu trabalho e a refugiar-se em Toungoo.

   Na Páscoa de 1952, durante uma trégua entre rebeldes e governistas, padre Cremonesi ousa voltar a Donoku. Mas a paz dura pouco. Apesar de derrotados, os rebeldes fazem contínuos ataques, até nas aldeias retomadas pelas forças oficiais. É furiosa a raiva das tropas regulares contra as aldeias carianas, suspeitas de favorecer os rebeldes. E padre Alfredo está entre dois fogos. De ambos, obtém permissão para agir livremente, mas os governistas suspeitam dele, por sua obstinação em trabalhar na zona de conflito. Assim, depois de uma derrota sofrida pelo exército oficial, as tropas, durante a retirada, irrompem improvisamente na aldeia de Donoku, acusando o missionário e os habitantes de favorecerem os rebeldes. De nada servem as palavras do padre, que defende a inocência da sua gente. Cegos pela raiva, os soldados não lhe dão chance de terminar o discurso e respondem com uma rajada de metralhadora. Atingem o chefe da aldeia, que está ao lado do missionário, e, depois, o padre Cremonesi. Atingido em pleno peito, ele cai por terra. É dia 7 de fevereiro de 1953.

conheça a história dos outros mártires do PIME, confira no livro “Heróis da Missão” (Mundo e Missão, 2016)

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