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REPÚBLICA DEMOCRÁTICA
DO CONGO: 18/07/2008
Igreja e Política
Os parlamentares dão razão aos Bispos congoleses: o país
não é governado
As dificuldades que a República Democrática
do Congo atravessa, denunciadas pelos Bispos na mensagem publicada na
conclusão de sua Assembléia Plenária, foram analisadas
em um relatório apresentado pela Assembléia Nacional. O
documento, que resume o trabalho de 5 comissões especiais, formadas
por 12 deputados, se baseia nos relatórios (mais de 500) elaborados
por parlamentares em seus colégios eleitorais. Os diversos deputados
coletaram as informações sobre a situação
local e elaboraram um relatório que, somado aos outros, serviu
para completar o quadro global da situação do país.
As conclusões do inquérito não
encorajam:
- em todas as províncias, verifica-se a fragilidade
da autoridade legitima do Estado, que dá lugar ao arbítrio
de funcionários governamentais e locais, que quase sempre interpretam
de modo pessoal suas funções.
A falta de normas especificas para delimitar as atribuições
de poder entre o Estado central e organismos locais; a ausência
de leis sobre a descentralização e a desorganização
das diversas administrações, a permanência de territórios
que ainda fogem ao controle governamental são fatores que agravam
a sensação de indiferença entre as populações
e as instituições, até o ponto em que os congoleses
se sentem muitas vezes abandonados a si mesmos”.
“A República Democrática
do Congo não é governada:
- os deputados dão razão aos Bispos”
– é a manchete do jornal “Le Phare”, apresentando
os resultados do relatório parlamentar.
O cotidiano destaca que os Bispos e os deputados indicaram
na corrupção a principal causa dos males do país.
No Congo, recorda o artigo, tudo está
à venda:
- soberania nacional, sentenças da magistratura,
títulos acadêmicos, documentos administrativos, concessões
minerarias, e até mesmo a cidadania congolesa.
O fato que estes males sejam denunciados pelos
próprios parlamentares é o primeiro passo na justa direção:
- como afirmam os Bispos em sua mensagem (intitulado,
não por acaso, “é hora de acordar”) é
que chegou o momento dos congoleses, primeiramente aqueles que desempenham
funções pública, fazerem sua parte para construírem
um Congo melhor.
Fides
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