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MALÁSIA: 14/07/2008
Economia
Na reunião do "D8" um apelo às economias dos países
industrializados
Novo
impulso para a agricultura, "não" aos bio-combustíveis
Não é só a dialética entre
o "G8" (a reunião dos 8 países mais industrializados,
recém-concluída no Japão) e o "G5" (o quinteto
de países composto pela China, Índia, Brasil, México,
África do Sul) a chamar a atenção dos observadores
políticos e econômicos em nível internacional.
Um outro fórum de países emergentes
começou a se manifestar e agir para resolver os grandes desafios
internacionais como as mudanças climáticas ou a crise alimentar:
- é o "D8" ("Development –
8"), que reúne alguns países em desenvolvimento, a
maioria islâmica.
O fórum foi criado há doze anos e inclui
Malásia, Bangladesh, Paquistão, Egito, Nigéria, Indonésia,
Irã e Turquia. Nos mesmos dias do encontro do G8, o D8 reuniu-se
em Kuala Lumpur (Malásia), num encontro em que participaram os
ministros das Relações Exteriores, discutindo um roteiro
para uma maior cooperação econômica interna entre
os países membros.
Este grupo de países representa quase
um bilhão pessoas:
- o D8, mesmo apresentando-se ainda como uma organização
a ser consolidada, procura estabelecer as formas de uma parceria econômica
para dar maior peso à posição de cada país
membro na economia global.
O objetivo do meeting de Kuala Lumpur foi elaborar um
plano decenal de cooperação econômica, de modo a coordenar
os vários projetos bilaterais já em andamento, para a recíproca
redução das barreiras aduaneiras. Com relação
aos temas abordados no G8 do Japão, o grupo do D8 procurou dar
a sua própria contribuição decidindo incrementar
a produção de alimentos para aliviar os problemas dos países
mais pobres. "Com os preços do petróleo e alimento
tão altos – destacou Yousuf Raza Gilani, Primeiro Ministro
do Paquistão – a única alternativa é a agricultura.
Concordamos em diversificar as nossas economias e dar novo impulso à
agricultura”.
O Primeiro Ministro da Malásia, Abdullah
Ahmad Badawi, dirigiu um intenso apelo aos colegas do G8:
- "O custo dos gêneros alimentícios
básicos está fora das possibilidades do poder aquisitivo
dos países mais pobres, que representam a maioria da população
mundial:
- os líderes do G8 não podem ignorá-lo”.
Também o Presidente indonésio Susilo
Bambang Yudhoyono confirmou que o desafio dos alimentos e da energia são
cruciais para o equilíbrio, a paz e a justiça na comunidade
internacional:
- "Não pode haver segurança se não
há alimento para todos", disse, destacando a questão
dos "bio-combustíveis", extraídos dos vegetais,
que subtraem áreas agrícolas antes destinadas à produção
de alimentos. É preciso deter tal produção no âmbito
internacional, disse, pois será um "desastre" para bilhões
de pessoas, com dramáticas conseqüências para toda a
humanidade.
Fides
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