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COLÔMBIA: 04/07/2008
FARC
Alegria de Bento XVI pela libertação dos reféns
Bento XVI expressou sua «alegria» pela libertação
de Ingrid Betancourt, segundo afirmou o Pe. Lombardi, diretor da Sala
de Informação da Santa Sé. «Trata-se de um
sinal positivo para a liberdade de todos os reféns», acrescentou,
assim como para a «reconciliação» na Colômbia.
O Pe. Lombardi explicou que o Papa se encontrava retirado em sua capela
privada quando lhe comunicaram a notícia da libertação
de Ingrid Betancourt, de 3 reféns dos Estados Unidos e 11 da Colômbia,
retidos pelas FARC há meses. Esta notícia «é
motivo de satisfação» e «dá razões
de esperança sobre os outros reféns», afirmou o Pe.
Lombardi. Para ele, esta libertação supõe um passo
para a «pacificação de um país que tanto sofreu
a violência». Em declarações à Rádio
Vaticano, Lombardi desejou que esta notícia «não seja
um único passo, mas que a sigam outros eventos desse tipo, porque
infelizmente são muitas as pessoas que sofrem ainda a violência
do seqüestro».
«A apelação que o Papa já
fez muitas vezes neste sentido – acrescentou – obteve um resultado
neste pequeno primeiro fato importante, mas limitado. Esperamos que verdadeiramente
se possam ver gestos na mesma linha para levar a paz à Colômbia.»
Os bispos da Colômbia também receberam a notícia com
alegria. O presidente da Conferência Episcopal da Colômbia,
Dom Luis Augusto Castro Quiroga, arcebispo de Tunja, afirmou que a notícia
o encheu «de profunda satisfação» e agradeceu
que «tenha cessado também o sofrimento para seus familiares».
«Que este resgate sirva como um indício a mais para que as
FARC estudem com muita seriedade a possibilidade de dialogar com o governo»,
acrescentou o prelado, que enviou uma mensagem aos dirigentes das FARC,
na qual pede que «libertem quanto antes os que faltam e depois saibam
que a saída negociada é a melhor para eles».
Também o cardeal Pedro Rubiano Sáenz, arcebispo
de Bogotá e Primaz da Colômbia, assegurou que este fato «é
uma grande notícia» e confiou em que as FARC «entenderão
que ainda têm a oportunidade de integrar-se ao país e de
libertar todos os reféns». «Toda vida é igual,
sem importar de quem se trate», afirmou o purpurado, e acrescentou
que crê que se as FARC libertarem todos os seqüestrados, «o
governo lhes proporcionará um trato especial». A libertação
dos 15 reféns coincidiu com a reunião dos bispos da Colômbia
no santuário de Nossa Senhora do Rosário de Chiquinquirá,
por ocasião do centenário da Conferência Episcopal,
fundada em 1908.
Precisamente em sua vídeo-mensagem de felicitação
pela efeméride, o Papa agradecia aos bispos por «suas contínuas
exortações para que cesse a violência, o seqüestro
e a extorsão que muitos dos filhos dessa amada terra padecem».
«Peço ardentemente a Deus que acabem o quanto antes estas
situações, que tanta dor causaram, e que na Colômbia
reine uma paz estável e justa, em um clima de esperança
e prosperidade», afirmava o Papa. Bento XVI havia pedido também
a libertação dos reféns ao receber as cartas credenciais
do embaixador da Colômbia ante a Santa Sé, Juan Gómez
Martinez, em 09 de fevereiro de 2007, assim como em sua mensagem ao Corpo
diplomático, em 8 de janeiro do mesmo ano. Em 7 de fevereiro deste
ano, o Papa havia cumprimentado a mãe de Ingrid Betancourt, Yolanda
Pulecio, durante a audiência geral da quarta-feira, na Sala Paulo
VI.
Zenit
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