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BOLÍVIA: 07/07/2008
CEBs
Buscam maior visibilidade na Igreja e na sociedade
Um novo jeito, bem antigo e sempre atual de ser Igreja.
Uma Igreja essencialmente comunitária, comprometida com a fé
e a vida. É assim que as CEBs querem continuar sendo. Porém,
desejam ampliar sua visibilidade. Para atingir este objetivo, os participantes
do 8.º Encontro Latino-americano e Caribenho, reunidos em Santa Cruz
de La Sierra, Bolívia, debateram estratégias de ação,
preocupados em fortalecer princípios, práticas e lutas “por
uma nova Igreja e sociedade possíveis e necessárias”.
“A Bíblia é, do começo ao fim, um grito pela
vida. Alimentando-se e bebendo dessa fonte, as CEBs querem fazer repercutir
os muitos gritos atuais pela vida”, afirmou o assessor da equipe
nacional das CEBs, Pe. Benedito Ferraro.
Segundo o assessor, esta repercussão precisa ser
feita nas comunidades e na sociedade como um todo, através da internet,
boletim, jornal, rádio, televisão, “mas sobretudo
pelas ações concretas, diretas e bem planejadas”.
Os militantes das CEBs defendem o protagonismo das CEBs no campo político,
social, econômico e ambiental e sublinham a importância de
buscar alternativas por meio da organização e articulação
dos negros, indígenas, jovens, mulheres, trabalhadores e pobres
em geral. Também a questão ecológica entrou na pauta
do encontro. Diante da necessidade de uma nova relação com
a natureza, do incentivo à produção sócio-ecológica,
à agricultura familiar e à economia solidária, os
participantes apontaram, também, os desafios que aparecem neste
campo como o combate aos grandes projetos das mineradoras, ao agronegócio
e ao desmatamento.
“As CEBs estão menos ´sindicalizadas´
que nos anos 80. Porém, sua luta continua. Desde o princípio
lutaram pela reforma agrária, agregando a questão das culturas
oprimidas, da mulher, dos deficientes, etc. Agora desembocam na ecologia
porque elas buscam uma sociedade justa, igualitária e responsável”,
observa a assessora da equipe nacional das CEBs Tereza. Já o bispo
de Cruzeiro do Sul (Acre), dom Mosé Pontelo, destaca que as diversas
estratégias apontadas pelos participantes do 8.º encontro
vão na perspectiva do afirma o Documento de Aparecida. “Para
que as CEBs não envelheçam, devem envolver os jovens”,
lembra.
“As CEBs não podem se desligar da instituição
e não devem só ficar reclamando da falta de apoio de bispos
e padres. Precisam caminhar com autonomia porque são a Igreja na
base”, acrescenta. A argentina, Maria Elena de Severich, desta a
importância do apoio dos bispos às CEBs. “É
muito importante perceber que os bispos apóiam o trabalho das CEBs
diante dos diferentes problemas econômicos, sociais e ecológicos
existentes em nossos países”, lembra. “Não podemos
ficar indiferentes diante dessa situação, já que
aprendemos a articular a fé com a vida”, completa. O 8.º
Encontro das Comunidades Eclesiais de Base da América Latina teve
inicio no dia 1.º de julho.
Abordando o lema CEBs: - esperança
para um mundo novo em marcha, reúne cerca de 160 pessoas.
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