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BRASIL: 20/12/2007
Jovens
ONU esta entre últimos da AL em escolaridade de jovens
Os jovens brasileiros estão entre os que permanecem
por menos anos na escola na América Latina, apesar de a freqüência
escolar no Brasil estar acima da média da região, segundo
indica um relatório divulgado nesta semana pela Organização
das Nações Unidas (ONU). O relatório “Juventude
Mundial 2007” indica que os jovens brasileiros entre 15 e 24 anos
passaram em média 8,4 anos na escola – entre as pessoas de
24 a 59 anos, essa média é de 7,5 anos. A maior média
de anos passados na escola entre as pessoas de 15 e 24 anos foi registrada
no Chile (10,9 anos), seguido do Peru (10,6) e da Argentina (10,5).
Entre os 18 países latino-americanos considerados
pelo relatório, o período de anos de escola dos brasileiros
de até 24 anos é maior somente do que o dos guatemaltecos
(8,2 anos), hondurenhos e nicaragüenses (7,9 anos). Em relação
à freqüência escolar, 73,6% dos jovens brasileiros entre
13 e 19 anos pertencentes à camada dos 20% mais pobres freqüentam
a escola, enquanto 89,8% dos jovens na mesma faixa etária entre
os 20% mais ricos vão à escola. O índice brasileiro
para os jovens mais pobres é superior ao de nove países
da lista – Colômbia, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras,
México, Nicarágua, Paraguai e Uruguai.
Avanços
O relatório da ONU afirma que os países
da América Latina tiveram grandes avanços no campo da educação
nos últimos 30 anos, atingindo um índice médio de
95% das crianças matriculadas no ensino primário, superior
aos 85% verificados entre os países em desenvolvimento em geral.
Apesar das melhoras no setor da educação, o relatório
adverte que os jovens latino-americanos enfrentam mais dificuldades em
conseguir trabalho e renda suficiente hoje do que há 15 anos.
Segundo a ONU, em 2002 cerca de 18% dos jovens entre
15 e 19 anos e 27% daqueles entre 20 e 24 anos não estavam nem
estudando nem trabalhando. O relatório chama a atenção
para uma relação entre baixa escolaridade e dificuldades
no mercado de trabalho e observa que os jovens que abandonam a escola
entre 15 e 19 anos enfrentam mais dificuldades para encontrar trabalho
ou encontram trabalhos mal remunerados.
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