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BANGLADESH: 27/11/2007
Solidariedade
Corrida contra o tempo nas ajudas humanitárias a 5 milhões
de refugiados vítimas do ciclone Sidr, que aumenta a pobreza na
nação
“Para as ajudas às vítimas do ciclone
Sidr, é preciso ter pressa. Está se realizando uma verdadeira
corrida contra o tempo, para afastar o risco de epidemias, acessar as
pessoas que estão nos limites, antes que o inverno complique ainda
mais a situação”. É o que afirmam os voluntários
engajados no território em Bangladesh, onde o ciclone Sidr deixou
mais de 5 milhões de refugiados, que ficaram sem teto e meios de
sustento. Os refugiados estão totalmente dependentes de ajudas
humanitárias, que nestas horas estão sendo organizadas e
planejadas pelo Estado, pela comunidade internacional, e pelas ONG’s.
Em uma declaração à Agência
Fides, Silvestre Halder, uma das responsáveis das operações
de socorro da ONG “Tearfund” de inspiração cristã,
explica:
- “Todos os dias, vemos milhares de pessoas que
vivem ao ar livre, sem roupas ou cobertas. Entretanto, o inverno está
às portas e estas pessoas precisam de alojamento e cobertas. A
temperatura está por volta dos 15.°, mas está caindo
rapidamente. Precisamos com urgência de alimentos, água e
cobertas”. Helder recorda que o Comitê de emergência,
formado por 13 grandes ONG’s que atuam em Bangladesh, lançou
um apelo internacional, na esperança de mobilizar o máximo
possível de pessoas no mundo da solidariedade. Os missionários
presentes no território, em Bangladesh, observam que o ciclone
Sidr abalou um país que já estava dentre os mais pobres
do mundo, mas também dentre os mais densamente populosos.
130 milhões de habitantes e uma densidade
de cerca de 900 pessoas por km2. 50% da população vive com
menos de um dólar por dia. 75% da população vive
no campo, mas aumentam os ‘sem-terra’, que não têm
outra escolha senão dirigir-se para as grandes cidades: -
a urbanização, de fato, é um processo galopante.
A economia está continuamente abalada por ciclones,
que atingem principalmente agricultores e pescadores, os mais pobres e
vulneráveis. “Esperamos que a comunidade internacional -
afirmam os missionários - não se esqueça do país:
milhões de refugiados precisam de assistência”.
Fides
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