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EMBRIÃO
HUMANO: sujeito
ou objeto - 10/08/2007
A
origem da vida do ser humano e o aborto
Não há justificativas, seja éticas, seja científicas
ou sociais, para se legalizar este proposto holocausto em nosso país
Embriologia
quer dizer o estudo dos embriões. Entretanto, refere-se, atualmente,
ao estudo do desenvolvimento de embriões e fetos. Surgiu com o
aumento da sensibilidade dos microscópios. Karl Ernst von Baer
observou, em 1827, o ovo ou zigoto em divisão na tuba uterina e
o blastocisto no útero de animais. Nas suas obras, Ueber Entwicklungsgeschiechteb
der Tiere e Beabachtung and Reflexion descreveu os estágios correspondentes
do desenvolvimento do embrião. Por isto é chamado de "pai
da Embriologia moderna". Em 1839, Schleiden e Schwan, ao formularem
a Teoria Celular, foram responsáveis por grandes avanços
da Embriologia. Conforme tal conceito, o corpo é composto por células,
o que leva à compreensão de que o embrião se forma
a partir de uma ÚNICA célula, o zigoto, que por muitas divisões
celulares forma os tecidos e órgãos de todo ser vivo, em
particular o humano. Com base nestas evidências experimentais, o
Papa Pio IX aceitou a concepção como a origem do ser humano,
em 1869. Não se trata, portanto, de um dogma religioso, mas da
aceitação de um fato cientificamente comprovado. Para não
dizer que se trata de conceitos ultrapassados, pode-se verificar que TODOS
os textos de Embriologia Humana consultados, nas suas últimas edições,
afirmam que o desenvolvimento humano se inicia quando o ovócito
é fertilizado pelo espermatozóide. TODOS afirmam que o desenvolvimento
humano é a expressão do fluxo irreversível de eventos
biológicos ao longo do tempo, que só pára com a morte.
TODOS
nós passamos pelas mesmas fases do desenvolvimento intra-uterino:
- fomos um
ovo, uma mórula, um blastocisto, um feto. Em todos os textos, os
autores expressam sua admiração de como uma célula,
o ovo, dá origem a algo tão complexo como o ser humano.
Alguns afirmam tratar-se de um milagre. Em 2002, na revista Nature, Helen
Pearson relata os experimentos de R. Gardener e Magdalena Zernicka-Goetz,
onde demonstram que o nosso destino está determinado no primeiro
dia, no momento da concepção. Mais recentemente, também
na Nature (2005), Y. Sasai descreve os fatores/proteínas que controlam
o desenvolvimento do embrião a partir da concepção,
descobertos por Dupont e colaboradores. O embriologista Lewis Wolpert
chega a afirmar que o momento em que o ovo começa a se dividir
é o momento mais importante de nossa vida, mais que o nascimento,
casamento ou morte.
Tenta-se
atualmente, através de uma retórica ideológica, justificar
a morte de embriões e fetos com argumentos despidos de fundamentos
científicos, tais como:
"Não
sabemos quando começa a vida do ser humano". Pelo visto acima,
não é verdade. "O embrião humano é um
montinho de células". Se fossem células comuns, certos
pesquisadores não estariam tão interessados nelas. São
tão extraordinárias que dão origem a um indivíduo
completo. "O embrião humano não tem cérebro
e é comparável à morte cerebral". Comparação
absurda, pois a morte cerebral é uma situação irreversível
— não há maneira de recuperar os neurônios mortos
— e o embrião dispõe das células pluripotentes,
que vão originar o cérebro. "O embrião com menos
de 14 dias não tem consciência porque não tem tecido
neural". Mas este argumento decorre apenas e tão somente da
separação entre mente/alma e o corpo operada pela filosofia
cartesiana.
PRIMEIRA
CONCLUSÃO:
O ser humano,
desde o ovo até o adulto, passa por diversas fases do desenvolvimento
(ontogenia), mas em todas elas trata-se do mesmo indivíduo que,
continuamente, se auto-constrói e se auto-organiza. Por ser o ciclo
do desenvolvimento humano relativamente longo, podemos perder a visão
do todo, fixando-nos em suas partes.
Daí
o surgimento de estatutos que regulam fases da vida humana:
- o das crianças
e adolescentes e o dos idosos. Torna-se necessário agora o "Estatuto
dos Embriões e Fetos" ou o "Estatuto do Nascituro",
para evitar que os mesmos sejam assassinados por qualquer motivo. Alguns
utilitaristas, frente à realidade destes fatos, passam agora à
sociedade a responsabilidade de decidir sobre a morte do embrião
e fetos humanos, já que são aceitos transplantes de órgãos
de um indivíduo com morte encefálica. Contrapondo, há
católicos, evangélicos, espíritas, budistas que,
por motivação religiosa, têm a obrigação
de se colocarem em defesa de uma população tão vulnerável
como a dos nascituros, em defesa, enfim, da dignidade humana. Assim, ser
a favor da descriminalização do aborto equivale a ser conivente
com o assassinato de embriões e fetos que, como vimos, já
são vidas humanas. E, com isso, não há como concordar.
Atualmente, não se discute a realidade dos fatos biologicamente
comprovados. Aceita-se que se está matando um ser humano através
do aborto.
Buscam
agora justificativas "sociais" e para isto dão números
falsos:
- O DataSUS
relata 115 mortes de mulheres em 2004, no Brasil, causadas por aborto
(a pesquisa não especifica se foram abortos provocados, ilegais,
etc.). São enganosas as estatísticas de milhões de
mortes referidas pelos que são favoráveis ao aborto. Com
relação às mulheres grávidas pobres das favelas
de São Paulo, e principalmente as adolescentes, quando entrevistadas,
afirmaram que seus filhos são desejados, recusaram o aborto. Querem
atendimento médico e melhores condições de vida para
criar seus filhos. Ao precário atendimento do SUS quer se acrescentar
o aborto.
Nesta fila
de espera, a gestante que deseja abortar poderá dar à luz
a criança quando chegar a sua vez de ser atendida. Além
disso, com tantos problemas de saúde mal atendidos ou mal resolvidos
pelo SUS, não há sentido em priorizar o aborto, como querem
as feministas. Quanto às vítimas de estupro, que já
sofreram um ato de grande violência, não tem cabimento se
propor outro ato de igual violência, como o aborto. Num levantamento
realizado em 2004 na UNIFESP, verificou-se que 80% destas mulheres grávidas
por estupro se recusaram a abortar, e estão contentes com os filhos,
enquanto que as 20% que realizaram o aborto estão arrependidas.
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