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HOLANDA: 21/12/2006
Vida Eclesial
Igreja na Holanda redescobre a fé
A Igreja na Holanda está redescobrindo a fé,
não com grandes números, mas com um forte compromisso, afirma
um jornalista católico. Ed Arons, de 58 anos, diretor da revista
semanal “Katholiek Nieuwsblad”, compartilhou com Zenit seus
pontos de vista sobre a situação dos católicos holandeses.
Após uma época brilhante de presença de missionários,
ordens religiosas e vivacidade da Igreja, Arons explica que “a Igreja
na Holanda atravessou um período muito triste”. “No
período de nosso esforço missionário, ser católico
era tão fácil que, de fato, fracassamos em transmitir a
fé de modo pessoal e comprometido”, confessa. Nos anos do
Concílio Vaticano II e depois, “baseados em uma errada compreensão,
muitos teólogos e sacerdotes optaram por uma religião secular,
por um Evangelho social”.
Arons afirma que muitos leigos seguiram seus líderes
“sem ter os meios para discernir o que estava sucedendo. A maior
parte daquela geração está agora perdida para a Igreja
e influiu nos próprios filhos de modo negativo, mantendo-os afastados
da riqueza de Deus na Igreja”. Recentemente, contudo, “uma
nova geração, já não dominada pelo preconceito,
está redescobrindo a fé, por exemplo, durante as Jornadas
Mundiais da Juventude”. Não se fala de grandes números,
reconhece Arons, mas de grande compromisso. Um aspecto positivo é
também o fato de que, “após um período de bispos
titubeantes, a maior parte das dioceses tem como valor continuar em uma
direção plenamente em linha com a Igreja de Roma”.
Arons sublinha que a sociedade holandesa foi
durante anos “muito crítica” com relação
à Igreja Católica:
“Muitos de seus valores foram ativamente atacados
e mudados, inclusive no âmbito de leis muito liberais. Mas também
neste caso há uma mudança”. “Há um crescente
interesse sem preconceitos por uma autêntica vida espiritual, dado
que muitos se dão conta do vazio de uma vida meramente materialista
-- constata. Esta mudança se pode notar também nos meios,
por exemplo, por ocasião da morte de nosso grande Papa João
Paulo II”. Contudo - observa - “é uma pena que nossa
Igreja não tenha ainda as pessoas e os meios para enfrentar realmente
este desafio”. Arons adverte que nas principais questões
morais, “além de poucas exceções positivas”,
a voz da Igreja é “escassamente ouvida, e se limita em geral
a um comunicado de imprensa ou a uma pastoral”. Apesar disso, “a
Igreja na Holanda está de volta de um trágico desvio --
conclui. Precisaremos de tempo para que esteja de novo preparada para
desempenhar seu papel, do qual nossa sociedade tem grande necessidade.
Mas Deus está atuando, e já percorremos um longo caminho”.
Zenit
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