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CHINA: 15/12/2006
Perseguição
Cristãos torturados e igreja fechada
à força
Após 32 dias de cárcere, quatro cristãos
foram postos em liberdade no último dia 26 de novembro. Eles são
membros da Igreja Católica "clandestina" (porque fiel
ao papa e à Igreja de Roma) na província setentrional de
Xinjiang. Durante sua detenção, foram torturados pelos policiais
e pelos companheiros de cela. No mesmo dia, o Departamento de Assuntos
Religiosos de Pequim fechou à força uma igreja doméstica
em Anhui, fundada há 53 anos, pelo carismático pastor Wang.
Além do mais, o mesmo departamento ameaçou os cerca de 200
cristãos que a freqüentam, de "sérias conseqüências"
se não aceitarem o controle do Movimento das Três Autonomias,
aprovado pelo governo.
A denúncia procede da Associação
de Ajuda à China (China Aid Association - CAA), organização
não-governamental com sede nos Estados Unidos, que trabalha pela
liberdade religiosa na China. A associação explica que "sem
dar motivo algum para a prisão ou para a libertação",
as autoridades da província de Xinjiang libertaram todos os cristãos
presos no mês passado em Qingshuihe, na parte oriental da província.
Desses, quatro permaneceram presos durante 32 dias, sem nenhuma acusação
formal. Agora estão no hospital. Um deles conta que foi "torturado
todos os dias". "Os guardas me espancavam se eu comia, se deixava
de comer, se ia ao banheiro ou se dormia; espancaram-me sempre, sem nenhum
motivo" - denunciou.
Outro, Tan, diz que foi preso e colocado junto
a um grupo de homossexuais:
"Os guardas me colocaram ali dentro de propósito.
Fui humilhado fisicamente e psicologicamente. Se não me colocassem
em liberdade, já estaria morto".
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