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CHADE: 06/12/2006
Guerra Civil
Situação ainda instável
em Chade e República Centro-africana
Situação ainda instável em Chade
e República Centro-africana, cujos governos devem enfrentar o ataque
de movimentos de guerrilha nas regiões de fronteira com Darfur
.Na República Centro-africana, o exército regular, com o
apoio determinante dos militares franceses, reconquistou a maior parte
do território de nordeste, que estava nas mãos da l’Union
des Forces Démocratiques pour le Rassemblement. No vizinho Chade,
continuam os combates na localidade de Guéréda, leste do
país, entre o exército regular e uma coalizão de
grupos de guerrilha. Seja Chade, como a República Centro-africana,
acusam o governo sudanês de fornecer apoio a estes movimentos armados.
O Sudão rejeita as acusações e por sua vez, denuncia
o presumível apoio do governo chadiano à guerrilha que atua
em Darfur. Segundo os rebeldes chadianos, o exército de N’Djamena
foi ajudado por um movimento de guerrilha sudanesa, em suas últimas
movimentações. O governo do Presidente Déby desmente
secamente esta afirmação. O contexto é complicado,
e os civis pagam as contas.
Uma nota positiva provém do Alto Comissariado
das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), que, num comunicado
enviado à Agência Fides, afirma que as condições
de segurança em Abeché, capital de Chade leste, estão
estáveis e lentamente a atividade cotidiana está retornando
ao normal, entre a população local, depois das desordens
do último fim-de-semana. No dia de sábado, 25 de novembro,
os rebeldes chadianos ocuparam a cidade, cujo controle foi retomado pelo
governo no dia seguinte, domingo, 26 de novembro. . “O ACNUR expressa
gratidão às autoridades locais de Abeché por sua
ajuda na recuperação de parte das ajudas saqueadas”
- afirma a nota. A Agência das Nações Unidas se declara,
porém, muito preocupada pela completa interrupção
da estrada que une Abeché com o norte, porque seus agentes não
têm mais acesso por terra a 6 acampamentos de refugiados que acolhem,
no total, cerca de 110 mil pessoas. Dezenas de aldeias no leste do Chade
foram incendiadas e abandonadas no mês de novembro, após
uma onda de violência inter-comunitária entre tribos árabes
e não-árabes. No total, cerca de 90 mil chadianos fugiram
do leste no último ano.
Fides
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