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BRASIL: 22/12/2006
Esterilização
Esterilização é violência
à integridade física da mulher e do homem, diz bispo
O bispo auxiliar do Rio de Janeiro D. Antonio Augusto
Dias Duarte, que também é médico,disse que a esterilização
da população, como política contra a pobreza, é
uma violência à integridade física da mulher e do
homem. “A integridade física da mulher e do homem, especialmente
na esfera da sua sexualidade, está sendo violentada por leis que
legisladores e governantes brasileiros têm projetado e sancionado,
sem considerar se a esterilização química ou cirúrgica
está realmente solucionando os problemas sociais das camadas mais
pobres do Brasil, ou se está provocando novas doenças nessa
camada populacional”, afirma em texto enviado esta quarta-feira
a Zenit.
O bispo afirma que “no apagar das luzes”
do governo de Rosinha Garotinho no Estado do Rio de Janeiro, no dia 8
de dezembro passado, “tal solução radical veio encabeçada
por palavras politicamente corretas:
“Faço saber que a Assembléia
Legislativa do Estado do Rio de Janeiro decreta e eu sanciono a seguinte
lei:
- art. n.º 1.º - A esterilização
cirúrgica voluntária será gratuita nos estabelecimentos
de saúde vinculados ao Estado, e feita por laqueadura de trompas,
vasectomia ou outro método cientificamente...”. O prelado
confessa que, como médico e como bispo, ficou “estarrecido
ao tomar conhecimento dessa sanção da nossa governadora,
que no final de seu governo” “vem somar o seu nome aos dos
mais famosos anti-natalistas nacionais e internacionais”. Segundo
o bispo, “o Brasil está há muitos anos vivendo momentos
da sua história onde, pelos mais diversos motivos econômicos,
sociais e ideológicos, os pobres e os excluídos têm
seus problemas vitais – moradia, alimentação, segurança,
educação e saúde – solucionados pela via mais
indigna e injusta:
- a esterilização em massa”. D. Antonio
Duarte explica que “as conseqüências da vasectomia são
as doenças chamadas auto-imunes, provocadas pela produção
de anticorpos anti-espermatozóides”. Já “as
doenças derivadas da laqueadura das trompas são desde problemas
psicológicas, do tipo frigidez, ansiedade, depressão, até
mudanças na atividade sexual, aumentos do fluxo menstrual acompanhado
de cólicas intensas, obesidade, alguns casos de gravidez tubária”.
“Será que esses homens e mulheres gratuitamente esterilizados
serão também gratuitamente medicados nos Hospitais Estaduais
quando se apresentarem lá com essas síndromes pós-esterilização?”,
questiona.
E termina fazendo um alerta: “Povo brasileiro
pense bem e não se deixe seduzir:
- a pobreza é solucionada com políticas
econômicas e sociais justas e que valorizem a pessoa humana na sua
dignidade e que respeitem a sua integridade física”.
Zenit
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