| PIME-Net
BRASIL: 06/12/2006
Defesa da Vida
Menina com anencefalia supera dez dias de
vida
Uma menina com anencefalia se tornou um eloqüente
testemunho a favor da vida no Brasil. Já superou os dez dias de
vida contra todo prognóstico médico, e a dedicação
de seus pais em cuidar dela expuseram sérias dúvidas sobre
a intenção de legalizar o aborto no país para estes
dramáticos casos. Marcela de Jesus Ferreira nasceu em 20 de novembro
na Santa Casa de Patrocínio Paulista, uma cidade com cerca de 15
mil habitantes na região de Ribeirão Preto. Aos quatro meses
de gestação lhe diagnosticaram anencefalia, uma má
formação congênita que supõe a pronta morte
do bebê devido à carência parcial ou total de cérebro.
Os bebês que nascem com esta má formação sobrevivem
apenas horas ou poucos dias fora do ventre materno. A autora do projeto
de lei que pretende legalizar o aborto para casos de anencefalia, Jandira
Feghali, disse não se surpreender com a resistência da menina
pois garante que alguns estudos indicam que os bebês com esta má
formação podem viver até três meses depois
do nascimento. Para Feghali esta situação só prolongaria
o sofrimento da mãe. Entretanto, a mãe da menina, Cacilda,
uma humilde agricultora de 36 anos, reza pela vida de sua menina e dá
graças a Deus por cada minuto que passa com sua pequena.
"Sofrer, a gente sofre, mas ela não me pertence,
ela é de Deus e eu cuido dela aqui", afirma Casilda quando
lhe perguntam por que não pediu um aborto para evitar a dor de
ver sua filha nascer com esta má formação. "Cada
segundo de sua vida é precioso para mim", diz a mãe
junto com seu marido, Dionisio Ferreira. "Considero sua vida um milagre
tão grande que vou esperar até que Deus queira sua hora
de partir", assegura Cacilda já conformada com o anunciado
desenlace. Quando soube do diagnóstico, ela recebeu a notícia
com tranqüilidade. O médico que a atendeu em seus dois partos
anteriores –tem duas filhas de 18 e 14 anos– lhe explicou
a situação depois de um ultra-som. O casal recebeu todo
o apoio para seguir adiante e embora o pai às vezes se desesperasse
com a situação, compreende a sua esposa. "O aborto
nunca passou pela minha cabeça", afirma Cacilda. "Ninguém
tem direito de destruir uma vida, principalmente de uma criança
indefesa", sustenta. Os médicos estão surpreendidos
pela resistência da menina. A pediatra Márcia Beani, que
acompanha a Marcela desde seu nascimento não arrisca seus prognósticos.
"até agora surpreendeu a todos, é um caso estranho,
e vamos mantê-la com dignidade, alimentação, hidratada
e com oxigênio", sustenta.
ACI Digital
Home-page
© 2006 PIME-Net
Copyright © PIME-Net
Reprodução grátis desde que cite a fonte.
Enviar eventuais sugestões ou criticas para:
Redação - PIME-Net
Rua Joaquim Tavora n.º 686 - Vila Mariana
São Paulo - 04015-011
e-mail |