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BÓSNIA-HERZEGÓVINA: 20/11/2006
Perseguição
Católicos estão desesperados
Segundo o Pe. Mijo Dzolan, superior provincial dos franciscanos
na Bósnia-Herzegóvina, após o fracasso das conversas
para emendar a Constituição do pós-guerra dos anos
noventa, diminuíram as esperanças de pôr fim ao êxodo
de católicos do país. "Nada mudou para melhor para
a Igreja. Os católicos continuam sendo discriminados pela Constituição
de Daytona, o acordo de paz nos Bálcãs alcançado
em 1995" - afirmou o sacerdote em sua recente visita ao visitar à
sede de Ajuda à Igreja que Sofre. As conversações
mantidas este ano com o objetivo de dar uma pausa aos católicos
mediante a alteração da Constituição fracassaram.
"No âmbito político, continua
existindo a divisão:
- alguns pressionam para que se faça uma mudança,
enquanto outros simplesmente não o consideram essencial" -
revelou o padre Dzolan. O sacerdote acrescentou que enquanto não
se mudar a Constituição, será difícil vislumbrar
o fim da crise que impulsionou mais da metade dos católicos da
Bósnia-Herzegóvina a imigrar do país desde a guerra
dos Bálcãs.
O padre disse que o desespero dos católicos
estava muito afastado do entusiasmo que sentiram após o Acordo
de Daytona, e prosseguiu:
"Em dez anos, não se registrou nenhuma mudança.
As pessoas perderam dinamismo, estão cansadas e já não
têm esperanças. Nestes momentos, o assunto mais importante
para a Igreja é ver como ajudar nossos irmãos e irmãs
a viver com esperança" - disse.
O provincial dos franciscanos na Bósnia-Herzegóvina
pediu ajuda material, mas também ações concretas
para assegurar um futuro melhor aos católicos do país:
"O Papa Bento XVI falou de justiça e reciprocidade.
A Igreja deve denunciar os casos nos quais os direitos humanos fundamentais
são ignorados".
Fides
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