A Igreja no Mundo
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QUÊNIA: 19/12/2005 O bispo Luigi Locati -vigário apostólico de Isiolo (Quênia), assassinado em 14 de julho- ganhou uma condecoração oficial póstuma, outorgada pelo presidente do país, por seu trabalho “durante 40 anos de promoção do desenvolvimento espiritual de cristãos e muçulmanos”. Dom Luigi Locati, que perdeu a vida a ponto de completar 77 anos, tivera oportunidade de encontrar-se pessoalmente com Bento XVI em 25 de maio passado em Roma, poucas semanas antes do início deste pontificado. Por razão de idade, o vigário apostólico de Isiolo havia apresentado sua renúncia ao cargo e estava à espera da nomeação de seu substituto. Na noite de 14 de julho foi assassinado a tiros por desconhecidos no trajeto que separa o centro paroquial de sua residência, na localidade do noroeste do Quênia. O Santo Padre reagiu com profunda tristeza e dor ao saber do brutal assassinato, mas também exteriorizou sua gratidão pelo testemunho do Evangelho e da promoção da dignidade humana que caracterizaram o ministério sacerdotal e episcopal de Dom Locati. Poucos dias depois do crime, o presidente do Quênia, Mwai Kibaki, qualificava o acontecimento como “um ato repugnante” e “uma grande perda não só para os católicos”, recordava a “devoção desinteressada e enorme” com a qual o prelado havia ajudado as pessoas da região setentrional e afirmava que se faria todo esforço por descobrir e condenar os autores do assassinato. A distinção -a “Estrela de prata” do Quênia-, que o presidente Mwai Kibaki outorgou à memória de Dom Locati, é a quarta em ordem de importância nacional. Dela se fez entrega recentemente em uma cerimônia pelo 42.º aniversário da independência do país africano, confirmou na quarta-feira a agência missionária “Misna”. “O compromisso do falecido bispo influiu de maneira positiva, direta ou indiretamente, na vida de muita gente em Isiolo”, lê-se no comunicado difundido pela ocasião desde a presidência do país. A “Estrela de prata” fio concedida no total a dezoito pessoas, a cinco delas de maneira póstuma. Em 5 de dezembro passado abriu-se ante o Alto Tribunal de Nairobi o processo contra seis imputados pelo assassinato do vigário apostólico de Isiolo. Aponta a agência missionária que, segundo as versões mais difundidas, o prelado teria sido assassinado por oposição e inveja por sua intensa atividade a favor de jovens e enfermos, trabalho que havia permitido a sua diocese administrar escolas e dispensários. “Por expressa indicação de Dom Locati, as estruturas estavam abertas a todos, em uma zona caracterizada pela presença da comunidade Borana, de maioria muçulmana”, declara “Misna”. Zenit |
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São Paulo Previsão para 19 de Dezembro
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