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UGANDA: 10/11/2004
Guerras
Acordo para curar "feridas invisíveis"
Atualmente são mais de um bilhão as pessoas que no mundo
vivem em situação de guerra, terrorismo, torturas e que
sofrem formas de violência que deixam "feridas invisíveis",
como distúrbios mentais, depressão e outros problemas psíquicos.
O número, que dá o nome ao "Projeto One billion",
dá idéia da difusão deste fenômeno e da iniciativa
dirigida às pessoas que vivem naqueles países onde os conflitos
acabaram e já teve início a fase de reconstrução.
O projeto, apresentado em Roma, é promovido pela Caritas de Roma,
pela Harvard University de Boston, pelo Instituto Superior da Saúde
e pelo 'Istituto Studi superiori Assunzione', em colaboração
com numerosas instituições públicas que o patrocinaram.
Iniciado três anos atrás, terá sua fase culminante
no Congresso Internacional, que se realizará em Roma de 3 e 4 de
dezembro próximos. Naquela ocasião, os ministros da saúde
de cerca de 50 países (entre eles Afeganistão, Angola, Burundi,
Camboja, Vietnã, Congo, Guatemala, Eritréia, Etiópia,
Uganda) assinarão um documento intitulado 'Action plan', ou seja,
um plano de ação internacional para o cuidado das feridas
invisíveis.
O principal objetivo do projeto One billion é sensibilizar os
governos sobre o problema e elaborar planos de desenvolvimento e os protocolos
de aplicação nos vários países. A Organização
Mundial da Saúde reconheceu, oficialmente, já em 1980, a
existência da síndrome do stress pós-traumático
(Ptsd), que requer conselhos e assistência médica.
Fides
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