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NOVA ZELÂNDIA: 09/12/2004
Família
Leis e família: um debate aberto na
sociedade contemporânea
No contexto da reflexão aberta pela Fides com o especial "Leis
e família: um debate aberto na sociedade contemporânea",
publicado sábado, 4 de dezembro, assinalamos uma recente iniciativa
da Conferência Episcopal da Nova Zelândia. Foi divulgada em
6 de dezembro, e lida nas paróquias, nas associações
e nos institutos católicos, a carta aberta escrita pelos bispos
da Nova Zelândia sobre o tema da família e do matrimônio.
Os bispos consideraram oportuno divulgar seu pensamento e ponto de vista
para manifestar o próprio desacordo com o chamado Civil Union Bill,
um projeto de lei que estes dias será examinado pelo Parlamento,
que deverá votar o dispositivo após alguns meses de discussão.
Segundo os nove bispos neozelandeses, a lei, garantindo particulares direitos
jurídicos e sociais às uniões dos casais de fato
e de pessoas do mesmo sexo, desgastará o valor do matrimônio
e da família na sociedade.
O argumento de que se trataria de promover os direitos civis a todos
os cidadãos é um pretexto, afirmam os bispos: "É
um erro. Os direitos civis, como a hereditariedade, os benefícios
e as garantias patrimoniais, podem ser garantidos através de uma
legislação apropriada, sem necessidade de conferir à
uniões de fato e aos casais gay os mesmos direitos e reconhecimentos
jurídicos e sociais do matrimônio".
A carta afirma: "Em toda consciência nos sentimos obrigados
a dar um passo à frente sem precedentes para solicitar que informem
o povo sobre como os membros do Parlamento e os partidos políticos
votaram em relação a esta lei para que leve isso em consideração
quando votar nas próximas eleições". A mensagem
é um claro convite a não votar nas forças políticas
que sustentaram o dispositivo. No entanto, o deputado Richard Worth apresentou
um projeto alternativo ao documento, propondo os termos "relações
civis' no lugar de 'uniões civis", com uma fórmula
jurídica que distingue e não equipara as "relações"
ao matrimônio.
Em 2001 o Parlamento neozelandês havia aprovado quatro projetos
de lei que estendiam aos casais de fato e aos casais homossexuais os mesmos
direitos patrimoniais das uniões heterossexuais. O debate sobre
a oportunidade de equiparar as uniões de fato heterossexuais às
homossexuais foi iniciado em 1998, quando o parlamento neozelandês
emendou o Matrimonial Property Act de 1976, (que dizia respeito somente
aos matrimônios legais), alargando aos casais de fato alguns direitos
e obrigações que derivavam do matrimônio.
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