Revista "MUNDO e MISSÃO"

Igreja no Mundo - Geral

última e solene ceia pascal do Senhor com seus discípulos determinou-nos o novo mandamento e o memorial a ser sempre celebrado em seu nome, numa sala bem preparada para esse fim. O primeiro espaço cristão para celebrações foi a própria casa dos fiéis (Ecclesia Domestica). Depois, a partir do século 2, com o aumento do número dos cristãos e com o desenvolvimento da liturgia, foram criados espaços específicos, isto é, a DOMUS ECCLESIAE ou a CASA DA IGREJA.

A casa da Igreja foi um espaço organizado de acordo com o Mistério aí celebrado. Um espaço para os catecúmenos, outro para a acolhida (o atrium), outro ainda para o batistério, outro para o ágape ou Eucaristia, e assim por diante. Esse espaço, por si só, era formativo e educativo e permitia fluir com naturalidade a celebração do Mistério vivo do Cristo, invisível, mas presente. Séculos se passaram até hoje, muitas mudanças aconteceram na história da Igreja e, conseqüentemente, na maneira de ocupar o espaço e de celebrar o memorial do Senhor (a Missa ou Eucaristia).

O "Movimento Litúrgico" e o Concílio Vaticano II perceberam que a forma das casas da Igreja (primeiros séculos) vinha ao encontro da celebração cristã, ao redor de um único altar, Cristo, e de sua Palavra. Toda a assembléia revelaria ser o Corpo do Cristo, assim como sua Esposa Amada. Lugar de núpcias. Com esse pensamento, os arquitetos e construtores da igreja da Rede Vida de Televisão conceberam o projeto do Santuário da Vida, a fim de torná-lo um referencial de espaço celebrativo e litúrgico atual para todo o Brasil. Para melhor conhecer o que foi uma Domus Ecclesiae, e assim fundamentar a nova ocupação do espaço celebrativo, façamos uma análise do Santuário da Vida, na cidade de São José do Rio Preto, em São Paulo.

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