Revista "MUNDO e MISSÃO"
Igreja no Mundo - Geral
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O peixe com os pãezinhos não só nos lembra a multiplicação dos pães e peixes mas, sobretudo, é o alimento do Ressuscitado na praia e sinal do Novo Alimento, que ocorreu no início do Ano Novo Judaico. A Trindade que aparece na figura de três anjos, debaixo da árvore do Mambré, é recebida, acolhida e se alimenta na Tenda de nossos pais, Abraão e Sara (Gn 18). É um dos sinais de Aliança de Deus conosco selada numa refeição, que ao mesmo tempo pede um sacrifício, o primeiro filho, Isaac, o filho da Promessa do Povo de Deus.
Assim como o Cordeiro Pascal é símbolo da Primeira Aliança de Deus com o seu povo, é, também, o Cordeiro Pascal Jesus Cristo, figura da Nova Aliança. O Mistério do Sacrifício do Cristo, imolado por nós, é o preço da nossa Redenção e Libertação do antigo cativeiro a fim de que sejamos limpos renovados, tornados homens novos. Alimentados como corpo do Novo Cordeiro e lavados com seu sangue, somos criaturas novas. "Vi junto do Trono, um Cordeiro de pé, como que imolado... prostrando-se diante do Cordeiro, cantavam um cântico novo: Tu és digno de receber o livro e abrir-lhe os selos, porque foste imolado, e resgataste para Deus, do preço de teu sangue, homens de toda tribo, língua, povo e raça; e fizeste para nosso Deus um reino de sacerdotes...". (Ap. 5, 6-10) O Cordeiro Imolado é agora o Pastor que é seguido pela Assembléia Cristã. O TABERNÁCULO OU SACRÁRIO Desde os primeiros séculos, o Santíssimo (o pão consagrado na Eucaristia) esteve guardado como viático, isto é, para o uso dos fiéis fora da Missa e para os enfermos. É sinal da Nova Aliança, enquanto parte da Eucaristia. O CORPUS CHRISTI A origem dessa festa popular surgiu na Igreja do Ocidente como movimento de fé, a partir do século 11 (justamente quando a Igreja separou-se em duas: do Ocidente e do Oriente), como reação à heresia de Berengário de Tours que negava a presença real de Cristo na Eucaristia. Essa festa (procissão) foi celebrada pela primeira vez em Liege, Bélgica, em 1247 e o papa Urbano 4 a instituiu em 1264. Foi muito difundida a partir do século 14. É uma festa tipicamente popular na qual a igreja do Ocidente realça a sua fé na presença viva e permanente do Senhor. O Ministério de um Deus que se oferece como alimento, ceia pascal, é sinal de uma Nova e Eterna Aliança, é o perpetuar-se do Sacrifício da Cruz e do Novo Cordeiro, Jesus Cristo. A Eucaristia é toda a vida do Filho, Cordeiro Obediente, para que o mundo tenha vida. "Quem come a minha carne e bebe meu sangue tem a vida eterna". "Deus se fez temporal a fim de que nós
homens, seres fugazes, "A Eucaristia é a carne de nosso Salvador Jesus Cristo" (Sto. Inácio de Antioquia); e, assim, o cristão se alimenta dessa carne até que se funde a sua na d' Ele. A Eucaristia é toda a oferta do cristão que une radicalmente o nosso ser, a nossa vida ao sacrifício de Cristo. Dimensão cósmica da Eucaristia é o mistério da salvação celebrado na Igreja. Forma um só corpo: os cristãos, vários membros, unidos ao seu bispo e à cabeça que é Cristo "subindo a Deus como louvor" (Oração Euc. 3). Na Eucaristia, os cristãos se voltam ao Pai do Mundo "como vozes de cada criatura" (Oração Euc. 4). Unidos, dois, três ou mais em meu nome, "aí Eu estou presente no meio de vós". Podemos dizer que o Senhor se faz corpo, um só corpo, com Ele. Verdadeiramente a Eucaristia é a única oração dos cristãos - é a oração das orações.
Só unidos, em comunhão com o Cristo, podemos orar ao Pai - sua carne é nosso alimento, seu sangue nossa bebida, fruto da videira: "Eu sou o tronco e vós os ramos...". Somos um só corpo com Cristo no mundo e para a vida do mundo. O Ministério da Eucaristia está em ser, a comunidade cristã, o Corpo de Cristo. Por isso, a Eucaristia, o Batismo e a Confirmação formam um só sacramento celebrado na Páscoa, advindo na Páscoa, no Tempo Pascal. O mais belo Tabernáculo e o Ostensório é o corpo humano do cristão, "Templo do Espírito Santo", celebrado na Eucaristia, na Santa Missa:
A partir do Concílio Ecumênico Vaticano II volta-se a dar ênfase à Eucaristia como celebração dos fiéis em comunhão, em um só corpo, na mesa do Banquete Pascal. |
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