Jornal - "MISSÃO JOVEM"

Jovens


O desafio que lançamos para os leitores participarem da redação da Missão Jovem está supercindo as expectativas. Que bom, as opiniões são muito interessantes. Vejamos o tema deste mês:

Ficar ou Namorar?

Dizem que namorar caiu de moda, que a onda agora é ficar. Será mesmo?

Namorar hoje implica em saber compreender o que se passa em nossa mente e coração e, principalmente, a compreensão da pessoa que amamos e que escolhemos para estar do nosso lado.

Um namoro consciente, maduro, cristão, procura ver a felicidade de maneira conjunta. Não existe mais o "eu" e sim o "nós".

O alicerce de um bom namoro tem que ser construído na base do diálogo, carinho, compreensão, doação e partilha. Não se deve ficar fechado num mundo a dois. É necessário estar aberto às coisas que estão ao redor, buscando sempre aquilo que nos santificará e que nos deixará mais próximos de Deus. Onde não há Deus, não há amor. E, se não há amor, o namoro não sobrevive.

"Ficar", ao meu ver, é uma brincadeira de pega-pega. Pega um hoje, pega outro amanhã. E por aí vai, cada final de semana. E mais um rostinho bonito para a coleção. É como se o amor, namoro, fosse algo descartável, que se usa hoje e amanhã não serve mais.

Há quem ache o "ficar" interessante. Eu acho que nossa vida, que é um dom de Deus, não deveria ser colocado num joguinho de ficar.

Há quem ache que o que eu digo é careta, mas o meu coração me diz que devemos buscar aquilo que nos faz crescer com dignidade. Aquilo que nos faz voltar os olhos para Deus e dizer: - Obrigado, Deus, por colocar uma pessoa tão maravilhosa no meu caminho.

Celma Rosa Souza / Santa Mariana - PR


Hoje, ficar não é nenhuma novidade para ninguém. A maioria dos adolescentes tem seu primeiro beijo com o "ficante". Mas o ficar está evoluindo muito rápido, a tal ponto de virar matéria na Revista Veja, a revista mais difundida no Brasil, e agora virou assunto no "Missão Jovem".

Além de ficar com qualquer um sem conhecer, há casos de uma relação sexual já no primeiro contato físico com o(a) parceiro(a). É moda num grupo de amigos ver quem consegue ficar com o maior nUmero de pessoas.

O namoro está cada vez mais longe da nossa realidade. Esse é o período que deve ser destinado ao conhecimento do companheiro. Não é somente festa, é algo muito sério, que deve ser levado com responsabilidade por ambos. É a hora de amadurecer, de aprender a amar, de confiar ...

Contudo, sabe-se que hoje não é bem assim. Junto com a irresponsabilidade do ficar pode ocorrer uma gravidez indesejada, uma doença infecto-contagiosa ...

Isso pode acontecer dentro do namoro também, só que o risco é bem menor, já que os atos são pensados e o risco é menor.

Laranja quando verde não é saborosa, mas colhida no tempo certo é prazerosa. Assim acontece na nossa vida. Há tempo para tudo.

Tiago Soares dos Santos / Paranavaí- PR


Sendo o namoro um relacionamento bilateral, o primeiro fator para orientá-lo é conhecer bem os dois pólos envolvidos no processo, isto é, quem está namorando e com quem.

De modo geral, todos os psicólogos contra-indicam o namoro preco-ce. Por uma série de motivos. Primeiro, porque o namoro antecipado encontra nossos filhos num flagrante estágio de imaturidade afetiva que os incapacita a colocar o numero de condições indispensáveis a tomar constritivo o namoro.

Todos sabemos como é complexo e difícil o relacionamento afetivo, dentro e fora do casamento. Sabemos como deixam marcas as experiências afetivas desastrosas, principalmente nas pessoas imaturas.

Dois namorados prematuros não dispõem de instrumental para outro tipo de comunicação capaz de preencher encontros freqüentes. Não têm condições de sustentar diálogos que só um mínimo de idade mental e afetiva sena capaz de promover.

Carmem Lúcia de Santana / Poço Verde - SE

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