Jornal - "MISSÃO JOVEM"
Igreja no Brasil
São muitas as modalidades de planejamento pastoral. Não existe um modelo universal. Os modelos vão constantemente sendo re-elaborados para que possam ser, em cada época, o melhor instrumental para a tornar concreta a nossa fé NOSSA REALIDADE Optaremos pelo modelo que se tornou conhecido na realidade latino-americana (método ver, julgar e agir). Nascido no seio da Ação Católica dos anos 50, na Bélgica, encontrou e encontra um campo fértil para seu desenvolvimento na Igreja da América Latina. Na América Latina, esse método foi recebendo novos elementos de acordo com as necessidades da nossa realidade e com a nossa compreensão teológico-pastoral (foi acrescentado, por exemplo, o “celebrar”, o “avaliar”). Em muitos lugares é chamado de “método participativo”, colocando em destaque o aspecto “comunhão e participação”, tão importantes à Igreja, especialmente a partir do Con. Vaticano II. OS PASSOS Eis os passos a serem considerados ao se fazer um planejamento pastoral participativo: A. COMEÇANDO O PLANEJAMENTO A primeira preocupação será a de motivar a comunidade. O planejamento não é idéia e ação de uma ou mais pessoas, mas de toda uma comunidade que sente a necessidade de planejar a ação pastoral. É fundamental a presença de uma boa coordenação que procure harmonizar e fazer acontecer o processo, sem andar na frente e fazer pelos outros.
Mesmo que o planejamento seja um processo contínuo, ele possui os seus tempos. É importante haver, ao menos como base, um prazo definido para começar e terminar. A coordenação do planejamento pastoral deve registrar por escrito todos os passos realizados. O resultado final desse trabalho será praticamente o Plano de Pastoral. B. VER A REALIDADE Jamais se começa uma ação pastoral ou um planejamento do zero. É preciso conhecer adequadamente a realidade a ser evangelizada. Nessa realidade já encontraremos muitos sinais da ação de Deus. Ver a realidade significa buscar conhecer a sociedade e a Igreja que realmente temos. Com isso, vamos construindo um “marco da realidade”. É preciso ver a realidade com o olhar de Deus, um olhar que tem como objetivo a Salvação, ou seja, a transformação da realidade. A caridade pastoral direcionará este olhar. Será muito útil definir alguns enfoques de análise como, por exemplo, analisar a realidade da sociedade e da Igreja; analisar aspectos que formam a realidade como, por exemplo, aspectos pessoais, sociais, políticos, econômicos, religiosos, experiências anteriores, interferências externas, etc. C. JULGAR E ILUMINAR A REALIDADE
Compara-se a realidade vista no momento anterior com as idéias e valores do Reino. Tudo isto nos ajuda a discernir os desafios da nossa ação evangelizadora (que podem ser considerados tanto como oportunidades, ameaças ou apelos), relacionar as urgências e prioridades e determinar o que queremos fazer. D. FIXAR O OBJETIVO GERAL Do encontro entre o que temos (marco da realidade) e o que queremos ter (marco doutrinal), nasce o objetivo geral, elemento integrador de toda a atividade pastoral. O objetivo geral deve ser elaborado em sintonia com as diretrizes da ação evangelizadora da Igreja no Brasil, do Regional, da nossa Diocese, da Paróquia, etc. E. AGIR NA REALIDADE É o momento de selecionar e programar as atividades. Esta programação deve ser caracterizada pela unidade, criatividade, visibilidade e objetividade. A escolha de prioridades deve sempre estar em harmonia com o objetivo geral. É importante, neste momento, reforçar e criar estruturas e espaços que garantam a possibilidade de se realizar aquilo que se está programando. Da mesma forma é precisodefinir as responsabilidades a serem assumidas. Nesse momento, temos praticamente pronto o Plano de Pastoral. Este plano deve ter um prazo de vigência e ser muito bem divulgado para toda a comunidade. F. AVALIAR O PLANEJAMENTO O processo de planejamento é contínuo, e contínua deve ser também a avaliação. Todas as etapas do processo de planejamento devem ser avaliadas. Mas, uma vez definido e colocado em prática o plano de pastoral, é preciso definir momentos específicos para a avaliação do próprio plano. É fundamental uma atitude de abertura às críticas, sugestões, etc. G. RETOMAR O PLANEJAMENTO É o que garante que o planejamento pastoral se
torne verdadeiramente um processo contínuo e não PARA REFLETIR 1. O que podem significar, para você, afirmações como estas:
3. A sua comunidade, o seu movimento eclesial, a sua pastoral experimenta a prática de um processo de planejamento pastoral? Como vocês vivem essa realidade? |
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