Jornal - "MISSÃO JOVEM"

História do Mês

Duas histórias para vivenciarmos mais intensamente o Natal

Passe adiante!!!

Lá estava eu com a minha família, de férias, num acampamento isolado, com o carro enguiçado. Isso aconteceu há 10 anos, mas lembro-me disso como se fosse ontem.

Tentei dar a partida no carro. Nada. Caminhei para fora do acampamento e, felizmente, meus palavrões foram abafados pelo barulho do riacho que passava por ali. Minha mulher e eu concluímos que éramos vítimas de uma bateria descarregada.

Sem alternativa, decidi voltar a pé até uma vila mais próxima, a alguns quilômetros de distância.

Após duas horas de caminhada e um tornozelo torcido, cheguei finalmente a um posto de gasolina. Ao me aproximar do posto, dei-me conta que era domingo. O lugar estava fechado, mas havia um telefone público e uma lista telefônica caindo aos pedaços. Telefonei para a única companhia de auto-socorro, localizada na cidade vizinha, a cerca de 30 km de distância.

O Sr. Zé atendeu o telefone e me ouviu enquanto explicava meus apuros.

- Não tem problema! - Disse ele quando dei minha localização - Normalmente estou fechado aos domingos, mas posso chegar aí em mais ou menos meia hora.

Fiquei aliviado. Ele estava vindo. Mas, ao mesmo tempo, consciente das implicações financeiras que essa oferta de ajuda significaria. Ele chegou em seu reluzente caminhão-guincho e nos dirigimos para a área de acampamento. Quando saiu do caminhão, observei com espanto o Zé descendo com aparelhos na perna e a ajuda de muletas. Ele era paraplégico!

Enquanto ele se movimentava, comecei novamente minha ginástica mental em calcular o preço da sua boa vontade.

- É só uma bateria descarregada: uma pequena carga elétrica e vocês poderão ir embora.

O Zé reativou a bateria e, enquanto ela recarregava, distraiu meu filho menor com truques de mágica.

Ele até tirou uma moeda da orelha e deu para meu filho.

Depois, quando ele colocava os cabos de volta no caminhão, perguntei quanto lhe devia.

- Oh, nada! - respondeu, para minha surpresa.

- Mas tenho que lhe pagar alguma coisa.

- Não - reiterou ele. Há muitos anos atrás, alguém me ajudou a sair de uma situação pior do que esta, quando perdi as minhas pernas, e o sujeito me disse apenas para “passar isso adiante”. Portanto, você não me deve nada.

- Apenas lembre-se: quando tiver uma chance, “passe isso adiante”.

Acredito que “somos anjos de uma asa só, precisamos nos abraçar para alçar vôo”. Precisamos uns dos outros. Sempre que puder, ajude alguém; e verá o bem que estará fazendo a você mesmo.

Enviada por Eliomar Barth
Florianópolis – SC

Certo dia uma moça estava à espera do seu vôo na sala de embarque de um aeroporto. Como ela deveria esperar por muitas horas, resolveu comprar um livro para matar o tempo.

Também comprou um pacote de biscoitos. Então ela achou uma poltrona numa parte reservada do aeroporto para que pudesse descansar e ler em paz. Ao lado dela sentou-se um homem. Quando ela pegou o primeiro biscoito, o homem também pegou um. Ela se sentiu indignada, mas não disse nada. Ela pensou só para si: Mas que cara de pau. Se estivesse mais disposta, lhe daria um soco bem no olho para que ele nunca mais esquecesse!

A cada biscoito que ela pegava, o homem também pegava um. Aquilo a deixava tão indignada que ela nem conseguia reagir.

Por fim, restava apenas um biscoito e ela pensou: O que será que o “abusado” vai fazer agora?

Então o homem dividiu o biscoito ao meio, deixando a outra metade para ela. Aquilo a deixou irada e bufando de raiva. Ela pegou o seu livro e as suas coisas e dirigiu-se ao embarque.

Quando sentou-se, para surpresa dela, o seu pacote de biscoitos ainda estava intacto dentro de sua bolsa.

Ela sentiu muita vergonha, pois quem estava errada era ela. O pior é que não havia mais tempo para pedir desculpas.

O homem dividiu os seus biscoitos sem sentir-se indignado, ao passo que ela chegou a ficar transtornada. Quantas vezes, em nossa vida, comemos os biscoitos dos outros e não temos a consciência de que quem está errado somos nós?

Autor desconhecido
Enviada por: Daiana Lopes Pereira
Ermo – SC

PARA REFLETIR

  1. O que estas duas histórias têm a ver com o Natal?
  2. Jesus de Nazaré (sua vida, suas propostas, sua mensagem...) é um presente para mim? Por quê?
  3. Que gesto concreto farei por ocasião do Natal?

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