Jornal - "MISSÃO JOVEM"

Educação

O calendário está próximo de ser alterado e o fim de mais um ano nos leva a refletir sobre o rumo dos acontecimentos e a perspectiva de vida que cada um vislumbra.

O que não se percebe, com o passar dos anos, são certos fatos cheios de significado, que refletem tendências que, direta ou indiretamente, afetarão o rumo de muitas vidas. Ao compreendermos o presente e os fatores que norteiam os acontecimentos, estaremos mais conscientes do futuro que nos aguarda.

Diante disso, uma reflexão sobre as tendências atuais mais relevantes nos ajudará a viver melhor o ano novo.

xistem os que criam as regras e aqueles que as seguem. Em cada acontecimento pode-se medir o grau de participação que cada um teve e como reagiu ao fato, mostrando o seu nível de consciência social diante do contexto no qual estamos inseridos.

Uma nova sociedade foi gerada nos últimos anos. O conhecimento e a comunicação ditam as novas regras. Produzir passa a ser tarefa dos que não acompanham este processo, enquanto que criar e projetar gera a nova fonte de poder.

Governos populistas emergem em países latino americanos, inclusive no Brasil, reforçando a promessa de favorecer os excluídos desta ordem social. Na mesma direção, há uma consciência adquirida por parte do povo, que participa e exige seus direitos, exercendo a cidadania após séculos de exploração.

O neo-colonialismo

No âmbito comercial, o mercado sul-americano está sendo pressionado a integrar a ALCA, submetendo os governos às regras de mercado que beneficiam a hegemonia norte americana.

A globalização, apesar de ser um fenômeno que remonta aos tempos dos descobrimentos marítimos, começa hoje a afetar seriamente o relacionamento humano. Os avanços tecnológicos, que todos os segmentos estão enfrentando obrigam a uma espiral sem fim de “competição x sobrevivência”.

O capitalismo selvagem e predatório destrói o meio ambiente e, por causa da ganância pelo ter e o poder, também deforma o caráter humano.

O ser humano, hipnotizado pelo desejo consumista, está contribuindo para formar uma sociedade cada vez mais egocêntrica e imediatista. Como conseqüências, temos a violência desenfreada, a corrupção em vários setores sociais, o descaso com os miseráveis e até o desvirtuamento de culturas inteiras.

Igualdade na
Sociedade Moderna

O sucateamento dos sistemas produtivos dos países em desenvolvimento, ano após ano, enfrenta um mercado cada vez mais competitivo. O frágil governo destes países obriga suas nações a entrarem nesta disputa carentes de saúde, educação, moradia, lazer, emprego e direito a uma vida digna.

Pessoas vivem angustiadas porque mal conseguem manter seus padrões de vida. Emprego para gari e coveiro são capazes de atrair milhares de pessoas para as grandes metrópoles, forçando-as a viverem em favelas.

O drama da energia

E se não bastasse, o fornecimento de energia elétrica e água, além de outros recursos naturais, tem de ser racionados. Consumismo e falta de planejamento governamental são problemas enfrentados por sociedades que não despertaram para o futuro.

A energia limpa e barata passa a ser vital para manter a qualidade do meio ambiente. Afinal, a energia deve mover a economia e não servir de pretexto para enfraquecê-la.

Mulheres modernas

A estrutura familiar modifica-se, surgindo inúmeras variações: casais de homosexuais, mães solteiras amparadas pelos pais, mães com “produção independente” amparadas pela justiça. Caminha-se para um liberalismo social, fruto do livre direito de exercer preferências e crenças sem discriminação.

As mulheres ganham o mundo, além do respeito e admiração em todas as áreas. Transformam as relações humanas trabalhistas e familiares, valorizando de preferência o “ser” antes do “poder” no ambiente em que atuam. Esta participação engrandece muito certos valores femininos antes marginalizados pela sociedade.

Surge o “terror”

O terrorismo, arma dos desfavorecidos do regime capitalista, toma o cenário mundial em atentados contra as grandes potências ditadoras refletindo a ira contra estruturas concentradoras de renda, que depõe governos, destroem economias e ditam as normas na competição internacional pelo poder.

Vende-se salvação

A crise financeira e das próprias “religiões tradicionais” arrasta multidões de pessoas para os templos modernos. No entanto, muitas destas “igrejas” servem de fachada para a formação de mega-negócios às custas da humilde fé do povo sofrido. Dessa forma, dar esperança aos desfavorecidos torna-se um negócio lucrativo.

Previdência divina?

A falência das instituições governamentais culmina na necessária reforma da previdência, taxando até os aposentados. Isso mostra a face suja dos anos de má administração e o desvio de verbas públicas.

A arrecadação tributária sem benefício gera revolta popular e um novo comportamento político dos cidadãos, que exijem uma participação mais efetiva na construção de um governo que, de fato, gere o bem estar da sociedade.

O reencontro

A partir desta reflexão, é oportuno reavaliar também o grau de participação do cristão diante desta realidade.

Neste Natal, festa que sempre lembra o compromisso de Deus com a humanidade, é nosso dever questionar estas tendências e tomar uma posição.

O Natal é o evento que marcou a história da humanidade e que continua como sinal de comunhão entre o céu e as realidades humanas.

Esta presença permanente e amorosa de Deus entre nós, nos dá absoluta certeza de que, embora escrevendo por linhas tortas, Ele cumprirá com seu desígnio de salvação. Foi para isso que Ele não hesitou em enviar seu próprio filho.

Fábio Furtado Leite
fábiomj@terra.com.br

PARA REFLETIR

1. Qual o impacto das tendências modernas em minha vida?

2. Devemos negar nossas tradições para nos adaptar aos novos conceitos capitalistas?

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