Jornal - "MISSÃO JOVEM"

Drogas

Os adolescentes
e as drogas

s adolescentes de hoje estão mais sujeitos ao contato com as drogas. Ambiente, companhias erradas, tudo favorece o contato e as primeiras experiências com as drogas. A isso, acrescente-se a freqüente ausência dos pais, que cria condições favoráveis para que os filhos adolescentes se sintam livres para aventuras deste tipo, sem pensar muito nas conseqüências.

Nesta fase da vida, eles afirmam sua personalidade: novas descobertas, novo corpo, explosões de emoção e temperamento contribuem para o surgimento de novos e difíceis problemas.

Da própria sociedade, em rápida mudança, chega uma série de cobranças e de apelos de consumo: como se mover, vestir e até mesmo como não ser tão “careta”. E o coitado do adolescente, ainda inexperiente, só pode ficar na maior das confusões!

ELES PRECISAM DE AJUDA

O que queremos é que os adolescentes conheçam os riscos que os esperam, entre eles a horrível possibilidade de experimentarem a droga e de entrarem na turma dos dependentes. Os adolescentes precisam de alguém que os ame de verdade, independentemente de suas indecisões e estranhezas.

Graças a Deus, nesta fase da vida eles podem descobrir Jesus como alguém que os impressiona, o grande amigo de todas as horas, que não quer que ninguém se perca, desperdiçando a vida e, até, induzindo outros a isso.

QUE DROGA ESSA DROGA!

Mas, o que leva um adolescente a usar drogas?

As causas são muitas: a solidão, a falta de formação, as más companhias, as decepções, os desentendimentos com os pais e outros desconfortos de uma sociedade injusta e excludente. Nesta situação, as drogas podem se apresentar ao adolescente como a solução dos problemas que o aflige. É uma triste ilusão!

A doença, de fato, isola das pessoas, a não ser que precise delas para conseguir a droga. Transforma os usuários em pessoas hostis, egocêntricas e egoístas. Para não adoecer ou enlouquecer, chegam a sentir orgulho pelo seu comportamento às vezes ilegal e, quase sempre, extravagante e esquisito.

Para conseguir as drogas, eles mentem, roubam. O fracasso e o medo invadem sua vida e o espírito fica em pedaços.

Uma saída fácil. Eis o que eles querem e, não encontrando-a, algumas vezes pensam no suicídio. E, se não houver uma reviravolta radical, uma opção forte do interessado..., o uso de drogas acaba sempre subjugando o usuário.

DEPOIMENTO

Antes de se suicidar, Percy Partrick, dependente de drogas, endereçou uma carta emocionante alertando os jovens.

Se alguém lhe oferecer algum tóxico, demonstre ser mais homem do que eu fui. Não se deixe tentar, por nenhuma razão, e saiba responder com um “não”.

Talvez você encontre “amigos” que lhe ofereçam gratuitamente um pouco da coisa (droga) para depois, sucessivamente, fazer você pagar por ela. No princípio o preço é reduzido, mas quando perceberem que você se tornou viciado (dependente), aumentarão os preços. Não esqueça que a mesma pessoa que lhe vendeu a maconha, terá, em reserva para você, também a heroína.

E tudo isso, por quê? Não certamente pela sua felicidade, mas para obter dinheiro.

A droga pode oferecer momentos de felicidade, mas a cada um destes momentos corresponde um século de desespero que jamais poderá ser apagado. A droga destruiu todos os meus sonhos de amor, as minhas ambições e a minha vida no seio da família.

O QUE FAZER?

A dependência pode ser detida. Não há nada de vergonhoso em ser um dependente, desde que este tome consciência de sua situação, deixe de justificar seu comportamento, se preocupe com o seu bem-estar e comece a agir positivamente.

A recuperação é uma tarefa difícil e o tratamento médico é apenas uma parte desta recuperação. A participação dos pais e a união da família são os maiores fatores de combate ao tóxico, assim como a degradação da família é uma das causas do aumento do número de usuários.

A terapia ocupacional. Deve-se descobrir o que o dependente de drogas gosta de fazer (habilidades manuais, fotografia, dança, esportes...). Com estas ocupações surgirão em sua vida outros interesses e outras formas de realização que o ajudarão a recuperar a auto-estima perdida.

Desenvolver as forças interiores. São as qualidades positivas que todos nós possuímos, e que, no caso dos dependentes, ajudam na recuperação. Esse trabalho deve ser feito com acompanhamento de psicólogos e educadores.

A violência não recupera ninguém. Devemos evitar de rotular os dependentes de drogas com frases como: Uma vez viciado, sempre viciado. Contudo, a experiência mostra que quanto maior for o tempo do vício, mais difícil é a recuperação.

EDUCANDO PARA PREVENIR

A educação, bem planejada e assumida pela família e pelos órgãos competentes, é a melhor forma de combater o tóxico.

Bem educada, a pessoa se sente bem, em harmonia com o próprio corpo, com a mente e com o espírito, passando a viver bem com os outros e com o mundo em geral.

Sendo que a vida é o maior dom de Deus, estragar ou até acabar com a própria vida é a maior “bobeira” que uma pessoa pode fazer. Devemos amar e cuidar da vida contra todo tipo de drogas.

CONCLUSÃO

O adolescente, além de se preservar do uso das drogas, deve fazer algo para aqueles que já são escravos deste vício.

O problema da droga será objeto de nossas reflexões ao logo do mês de maio. Que Nossa Senhora nos ajude nessa reflexão e nos livre deste perigo.

INDICAÇÕES PARA OS QUATRO ENCONTROS

1.ª SEMANA: ESTUDO DO TEMA

Depois de um momento de oração e avaliação da vivência missionária da semana, em grupos
(máximo de 4 adolescentes), ler o texto apresentado e responder a estas perguntas:

A) O que leva alguém a usar e até a abusar das drogas?

B) Como tratar os drogados?

C) Como você pode combater as drogas?

Plenário - Salientar as idéias e soluções encontradas.
Tarefa: Ler o texto com os pais e irmãos e conferir suas opiniões sobre o assunto.

(Levar resumo para o próximo encontro)

2.ª SEMANA: ESPIRITUALIDADE MISSIONÁRIA

Relatar o que os pais e irmãos disseram sobre o assunto “drogas”.

Em grupos: Ler e refletir sobre João 10,10-18. Responder:

1 - O que este evangelho nos quer dizer e como traduzi-lo para os nossos dias?

2 - Existem outros tipos de drogas que atrapalham nossa vida? Enumerar.

Partilhar as reflexões com todo o grupo.
Terminar com uma oração que exalte o dom da vida.

Tarefa: Em equipes de 3, visitar, durante a semana, pessoas que se preocupam com o problema da droga na cidade (Alguém da prefeitura - sacerdote - professor(a)- ex-drogado...). Falar do problema - verificar se há trafico de droga na comunidade - o que está sendo feito.

Fazer resumo por escrito e levá -lo no próximo encontro.

3.ª SEMANA: EMPENHO MISSIONÁRIO

Relatar o que colheram nas entrevistas da semana. Amarrar algumas idéias e possíveis atividades.

Tarefa: Se existir por perto um local (centro, comunidade...) onde são tratadas pessoas com problemas de drogas, organizar uma visita e, num clima de grande fraternidade, colher testemunhos interessantes e educativos. Levar uma lembrança e verificar se precisam de algo.

(Um grupinho pode preparar uma encenação sobre droga para o 4.º encontro).
Que tal convidar também os pais?

4.ª SEMANA: VIDA DE GRUPO

Estudamos, vivenciamos, realizamos tarefas missionárias sobre drogas.
Vamos agora dar espaço à nossa unidade e amizade.

1.º - Avaliação da visita e do mês.
2.º - Realização da encenação.
3.º - Momento de oração pela defesa da vida.
4.º - Confraternização (cantos – brincadeiras - comes e bebes).

Tarefa: Preparar uma exposição sobre drogas e colocá-la na igreja no 1.º domingo do mês.

Miriangela Paim

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