Jornal - "MISSÃO JOVEM"

Crianças

De todas as crianças do mundo, sempre amigos!

Desta vez, meus amiguinhos, gostaria de conversar com vocês sobre um assunto muito sério: a exploração infantil através do trabalho. Desde o nosso último papo, sobre como brincam as crianças do mundo, estive visitando outros países e descobri uma realidade muito triste: No mundo, 246 milhões de crianças, entre 5 e 14 anos, estão atualmente trabalhando como pequenos escravos. Isso deve nos deixar muito preocupados, pois até em países ricos nossos irmãozinhos estão sofrendo por isso. Intenção Missionária de Julho: Para que os cristãos leigos, nas Igrejas jovens, sejam mais escutados e valorizados no trabalho da evangelização.

TRABALHO ESCRAVO

Não estamos tratando aqui dos pequenos trabalhos domésticos, junto com os pais, o que pode ser muito educativo, mas da exploração das crianças utilizadas em trabalhos perigosos nas fábricas químicas, em pesados turnos nas usinas ou em cansativos turnos nos laboratórios têxteis.

Como dá pena ver aqueles braços, ainda em desenvolvimento, carregando caixas, sacos, cavando buracos, embrutecidos pela fumaça das carvoarias. No final deste nosso papo, vocês irão conhecer a história do pequeno Iqbal Masih, que, com sua própria vida, testemunhou contra o trabalho escravo de crianças.

SITUAÇÃO NO MUNDO

Viajando pela África, encontrei pessoas malvadas, conhecidas como “Mercadores de homens”. Numa vasta região desse continente, milhares de crianças são vendidas pelas próprias famílias, e por pouco dinheiro, para serem utilizadas nas plantações de algodão e cacau. Enquanto os meninos fazem os trabalhos mais duros, as meninas sofrem violências e humilhações ao servirem nas famílias de ricos desonestos.

Ainda passando pelo continente africano, meu coração doeu emsaber que milhares de irmãozinhos trabalham para a guerra. Países como a Uganda, o Congo, o Burundi, a Etiópia e o Sudão recrutam crianças que vão dos 7 aos 12 anos. Na Uganda vi uma criança de aproximadamente 8 anos tendo em mãos um fuzil maior do que ele. Em muitos países, sobretudo onde reina a pobreza, o trabalho infantil é fonte de renda para a família.

Ouvi pais me dizerem: se as crianças não ajudarem, cedo morrerão de fome! No continente europeu, passei por Bucareste, na Romênia. Lá encontrei crianças que vivem no esgoto e são objetos de exploração desumana, pois são usadas para pedirem esmolas, chegando a fraturar os próprios membros para causar piedade nos passantes.

MAIS EXPLORAÇÕES

Na Índia a exploração de mão-de-obra infantil chega a cifras impressionantes. Milhões de crianças são empregadas nas diversas atividades, como na produção de tapetes, nas vidrarias, nas minas, na coleta de lixo e no transporte de objetos pesados. São crianças que não freqüentam a escola e são privadas de qualquer assistência. Estive também no Nepal, queestá entre os países mais pobres do mundo. Milhões de crianças vivem nas estradas, que transformou-se em casa para eles.

E não é diferente da Tailândia, onde, ao lado da exploração de trabalho infantil, prospera também a pedofilia. Milhões de meninos e meninas são levados à prostituição ainda muito pequenos. Assim também no Peru, na Colômbia, no Equador, na Indonésia e na Malásia, para citar os casos mais importantes. No Paquistão, meninos e meninas trabalham nos fornos, ajudando os pedreiros a carregar tijolos e argamassas.

Sei que aquilo que estou dizendo é muito triste, mas vocês, crianças, precisam conhecer que há amigos distantes que, embora ainda crianças, estão passando por dificuldades muito grandes e que, portanto, precisam urgentemente serem mais amadas e ajudadas por nós.

NO BRASIL TAMBÉM

Graças a Deus, no Brasil é proibido o trabalho infantil. Mas vocês acreditam que apesar desta proibição mais de 3 milhões de crianças passam o dia trabalhando para garantir o sustento próprio e da família. Essas crianças trabalham na agricultura, nas carvoarias, pedreiras, canaviais, fábricas de calçados, oficinas mecânicas, no tráfico de drogas, nos lixões, na prostituição, pedindo dinheiro nos semáforos e esquinas.

Isso é terrível, pois traz conseqüências danosas, e talvez irreparáveis, para o seu desenvolvimento físico e psicológico. É verdade que no Brasil aumentou o número das crianças nas escolas, mas não podemos deixar de nos preocupar com os 3 milhões que ainda estão fora delas.

Ninho

O MÁRTIR DOS “PEQUENOS ESCRAVOS”

Iqbal nasceu em 1983 e aos 4 anos foi vendido pelo pai a um artesão de tapetes para saldar uma dívida de 12 dólares. Refém de seu patrão, o menino era constrangido a trabalhar ao tear de joelhos, algumas vezes acorrentado, por mais de 12 horas ao dia longe dos jogos, da escola e do carinho dos pais. Gullah, o patrão, não tinha nenhuma piedade. Não tinha escrúpulos em bater em seus pequenos escravos.

Até o dia em que Iqbal conseguiu fugir e chegar a uma das sedes do BLLF (Frente de Libertação dos trabalhadores Escravizados), uma organização que combate a escravidão por dívidas. Lá, o menino teve a sorte de conhecer Ehsan Ullah Khan, um advogado da organização que, daquele momento em diante, o teve sob proteção. Iqbal conseguiu libertar-se. Começou a estudar e queria ser um advogado para defender os pequenos escravos. Mas a coisa não foi bem assim.

Iqbal parou de estudar e começou a viajar pelo seu país, pela Suíça e Estados Unidos, contando sua experiência e mostrando a perversidade do trabalho infantil. Um verdadeiro e perigoso testemunho contra os fabricantes de tapetes que viram em Iqbal uma ameaça. Sua família passou a ser submetida a ameaças contínuas.

Em 16 de abril de 1995, Iqbal voltou para casa e, enquanto brincava com dois primos, correndo de bicicleta, um matador de aluguel atirou nele e o matou. Sua morte teve um eco profundo no mundo inteiro. Assim, o corajoso Iqbal, ainda criança, transformou-se num grande exemplo de luta contra o trabalho infantil.

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