Jornal - "MISSÃO JOVEM"

Construindo Fraternidade

ma grande questão nacional começa a ganhar espaço nas reflexões e estudos de nossas paróquias e dioceses: A questão do desarmamento e a aproximação do plebiscito nacional sobre a proibição da venda de armas no Brasil. Mas, afinal de contas, qual a importância deste tema para nós?

NÚMEROS DA VIOLÊNCIA

Se tomarmos como base, para a análise deste problema, os números de mortes por armas de fogo em nosso país, fica fácil entender porque o Governo Brasileiro, juntamente com a CNBB, o CONIC e a sociedade civil organizada, estão tão preocupados com o assunto em questão. Cerca de 100 pessoas morrem diariamente por armas de fogo no Brasil.

Esses dados são tão preocupantes que, segundo o IBGE, essas mortes chegam a influenciar negativamente os cálculos da expectativa de vida do brasileiro. E não pára por aí: Esse número dá ao Brasil um triste título: O de campeão mundial em mortes por armas de fogo.

A QUEM INTERESSA ESSE ASSUNTO?

Dentre vários argumentos que contestam o plebiscito, o da legítima defesa é o que ganha mais força entre aqueles que são contrários à proibição do comércio de armas. Entretanto, o que mais tem tirado o nosso sono são os interesses que se escondem por trás desta desculpa.

Quem realmente perderá com a proibição de vendas de armas de fogo no Brasil? Será que esse argumento da “legítima defesa” não se assemelha às desculpas do Governo Bush – intimamente ligado com as indústrias bélicas que financiaram a sua campanha presidencial e ao invadir e promover mortes e destruição em países como o Iraque, sob a falsa bandeira da “democracia e liberdade”?

Se as indústrias bélicas perderão muito dinheiro com a proibição, ganharão muito mais as famílias brasileiras na valorização da vida e dos direitos humanos. Precisamos, mais do que nunca, resgatar os valores éticos de Jesus Cristo para respaldar as nossas atitudes e reflexões acerca deste tema. Entre o capital e a vida humana, qual seria a opção de Cristo?

O QUE NOS DISSE JESUS?

Se quisermos realmente construir uma sociedade comprometida com a promoção da paz e da justiça, devemos respaldar todas as nossas atitudes nos ensinamentos de Jesus Cristo, principalmente aqueles relacionados ao amor. Um belo exemplo para esta reflexão está contido em Lucas 6, 27-35, quando Jesus nos diz: “Amai aos vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam; (...) A quem te bater em uma face, oferece também a outra”. Difícil, não?

Entretanto, será através de atitudes como essa que construiremos um Reino de Justiça e Paz, conforme consta no versículo do Evangelho das Bem aventuranças: Felizes os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus” (Mt 5, 9) Um forte abraço a todos e a Paz de Cristo!

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