Jornal - "MISSÃO JOVEM"

Atualidades - Ásia

or cerca de três anos estudamos a história do cristianismo, mais precisamente da Igreja Católica, que, impulsionada pelo Espírito, entre sucessos e dificuldades, hoje está presente em todas as nações. A partir desta edição, veremos a realidade cristã nos cinco continentes. Começamos apresentando a ação missionária da Igreja no continente asiático, onde Jesus nasceu. Este continente é o que mais desafia a ação missionária da Igreja.

O MAIOR DOS CONTINENTES

A variedade geográfica e humana é o traço marcante da Ásia, que abriga países com uma história fantástica e uma enorme multiplicidade de vida e culturas.

Abrigando mais da metade da população mundial, a Ásia é constituída por três grandes grupos étnicos:


Na Ásia, ainda sobrevivem regimes comunistas, mas com ambições capitalistas

- o caucasiano (raça branca), o mongolóide (raça amarela) e o negróide ou melanóide, resultantes de miscigenações e contatos ocorridos ao longo da história. O padrão de vida de seus povos é muito desigual, principalmente quando comparamos os países desenvolvidos como Cingapura, Coréia do Sul, Formosa, Hong Kong, Japão e Israel, aos mais pobres do mundo como Bangladesh e Coréia do Norte.

Na Ásia se desenvolvem também os maiores e mais violentos conflitos humanos, como entre os israelenses e palestinos; hindus e muçulmanos na região da Caxemira, sem falar das guerras como a do Afeganistão e Iraque onde, dia-riamente, são ceifadas várias vidas inocentes.

RELIGIÃO E CONTRASTES

O estudo da religiosidade é um elemento fundamental para o conhecimento de um povo. A verdade desta afirmação é mais evidente neste território onde nasceram todas as grandes religiões, onde os povos continuam vivendo numa atmosfera que domina o sagrado, da qual o Ocidente perdeu a memória. Embora a Ásia tenha sido o berço do cristianismo, já que Jesus nasceu na Palestina, a presença das igrejas cristãs é muito pequena, com exceção feita nas Filipinas e outras poucas regiões onde a maioria da população é católica. As antigas religiões orientais estão de tal modo introduzidas na cultura deste povo que o cristianismo, ainda hoje, é visto como algo muito estranho e distante.

A esse quadro, acrescenta-se a existência de diversos países islâmicos, onde a pregação e o testemunho cristão são dificultados ou até mesmo proibidos. É o caso da Malásia, Arábia Saudita, Paquistão etc., onde o islamismo fundamentalista continua tratando os cristãos como cidadãos de segunda categoria. Outro dado importante é a ditadura comunista que continuaimpedindo a liberdade religiosa, particularmente no Vietnã, Coréia do Norte e China. Nestes países se criou uma igreja patriótica, fiel ao governo, enquanto que a Igreja Católica, fiel ao Papa, vive na mais dura perseguição, oferecendo ao mundo um extraordinário testemunho de fé e heroísmo.

AS MISSÕES NA ÁSIA


As conversões ainda são raras nestes continente

A partir do séc. XV, século da grande expansão colonial européia rumo ao Oriente, a missão cristã se deparou com muitos desafios e obstáculos. Os missionários encontraram grandes impérios fechados às influências estrangeiras e defrontaram-se com o mundo das grandes religiões orientais, mais antigas do que o próprio cristianismo. Uma alternativa foi o envio das missões diplomáticas pela Santa Sé. Ainda hoje a missão na Ásia apresenta dificuldades e características que não podem ser subestimadas.

Primeiro, a Ásia não é um continente pagão, mas o continente onde nasceram as religiões mais consistentes do mundo:

- judaismo, cristianismo, islamismo, budismo, hinduísmo, confucionismo e tantas outras. Podemos afirmar que a Ásia é um dos pulmões espirituais do mundo, onde não faltam místicos e santos.

Diante de tudo isso, compreendemos que a missão na Ásia passa pelo diálogo com:

- os pobres, com as culturas e com as religiões. Somente assim será possível tornar receptível a boa nova neste continente.

APRENDENDO COM A EXPERIÊNCIA


A missão na Ásia se desenvolve, sobretudo, através do diálogo com as religiões e culturas

Com as primeiras missões na Ásia, a Igreja pôde aprender o melhor caminho para apresentar o Evangelho num continente com tamanha diversidade, pois os primeiros missionários usaram duas metodologias conflitantes, que levaram as missões à ruína, especialmente na China e no Japão.

Enquanto as ordens mendicantes foram rigorosas na pregação da moral, do dogma e na aplicação literal dos ritos litúrgicos romanos, em detrimento da pouca consideração pelos intelectuais, pelas ciências humanas e pelos costumes locais, a pedagogia dos jesuítas foi bem diferente, primando pela inculturação, conquistando a simpatia dos asiáticos.

A Igreja aprendeu muito com essas experiências. Hoje ela se esforça para descobrir a melhor teologia, liturgia e a maneira de inculturar a Boa Nova no contexto asiático.

ANO XAVERIANO

Não se pode falar da Ásia sem trazer à memória a figura de São Francisco Xavier (1506-1552), um dos maiores missionários do oriente. Neste ano, celebrase os 500 anos de nascimento. Em sua breve existência, ele chegou a fundar e envangelizar comunidades na Índia, nas Ilhas Molucas e no Japão. Seu trabalho, como também o de muitos outros missionários, abriu caminhos para uma nova evangelização, mais moderna, mais encarnada e dialogante.

E os frutos estão à vista:

- bispos locais, as vocações são abundantes e já estão enviando missionários no mundo inteiro, inclusive para o Brasil. A Igreja missionária olha com atenção e carinho especial para a Ásia como sendo o continente que hoje merece o maior investimento em sua ação evangelizadora.

Pe. Paulo de Coppi e
Etori Caldeira de Amorim
redacao@missaojovem.com.br

PARA REFLETIR

1- O que mais lhe chama a atenção no continente asiático?

2- Por que a Igreja se preocupa tanto com a evangelização da Ásia?

3- Se Deus chamasse você para ser um missionário na Ásia, qual país você escolheria? Por quê?

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