Jornal - "MISSÃO JOVEM"

Catequese "MISSÃO JOVEM"

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VIVENDO A PAZ

Quando se fala ou se pensa em paz, parece que o assunto é fácil, sem segredos.Mas quando se analisa com seriedade a paz, o assunto nos tira a paz, porque ela pressupõe justiça, igualdade, diálogo

A sociedade precisa com urgência fazer uma reflexão mais séria sobre a paz, para sairmos do marasmo em que estamos e, quem sabe, construirmos juntos uma sociedade mais justa e fraterna, modificando assim a situação que aí está. Sempre pensamos na paz como algo distante, algo com o qual os outros precisam se preocupar e não como algo que precisa ser construído na nossa sociedade, nas nossas igrejas, nas nossas escolas e na nossa família.

Paz nos faz lembrar tranqüilidade, harmonia, sossego, estar de bem consigo mesmo, com os outros e com a vida. Só assim percebemos o quanto estamos distantes da paz.
Como diz Pierre Weil: “Mais do que a ausência do conflito, a paz é um estado de consciência. Ela não deve ser procurada no mundo externo, mas, principalmente, no interior de cada homem, comunidade ou nação”. Para isso, a arte de viver em paz envolve o ser humano, a sociedade e o ambiente na busca permanente da harmonia.

Mas como posso estar em paz

Se não há justiça social?
Se meu irmão não tem casa para morar?
Se é maltratado física e emocionalmente?
Se não há igualdade?
Se ainda discriminamos o negro, o pobre, o índio, a mulher...?
Se não há tolerância na diversidade?
Se não há uma resolução não violenta de conflitos?
A paz é uma meta
A ser alcançada neste mundo conturbado.
Um objetivo de vida.
Uma causa que precisa ser defendida por todos os credos, por todas as pessoas.
Se estamos acostumados a falar e agir com violência no dia-a-dia, como podemos sonhar com a paz?
Será que a paz é apenas utopia, ou ela está ao nosso alcance?

POR ONDE PASSA A PAZ?

O que é necessário para mudarmos os conceitos de violência que estão arraigados na nossa cultura, do tipo “olho por olho, dente por dente”?
Um dos melhores caminhos é o diálogo. Este hábito passa pela família onde os pais, num ambiente de tranqüilidade, superam os obstáculos do relacionamento pessoal e social. Que bom seria se todas as famílias construíssem este clima de confiança!

É necessário que os filhos se sintam acolhidos e seguros desde o nascimento; que nenhum assunto seja proibido, e que possam expressar: raiva, tristeza, medo..., e aprendam a lidar com estes sentimentos, incentivando saídas para os conflitos, competências para a resolução dos problemas, enfim fazendo com que a auto-estima saia fortalecida e a pessoa mais capacitada para resolver as crises, transformando “bons de briga” em “bons de papo”, em facilitadores do diálogo, o que é muito mais trabalhoso do que partir para a agressão.
A raiva é uma das emoções humanas básicas, necessárias a sobrevivência. Mas precisa ser bem canalizada e direcionada.

COMO SE CONSTRÓI A PAZ?

Desenvolvendo as seguintes qualidades: Cooperação, solidariedade, responsabilidade, respeito e amor. É necessário:

- Aprender a ouvir, colocando-se no lugar da pessoa que está falando.
- Dizer para o outro o que não gosta, sem ofendê-lo.
- Atacar o problema e não a pessoa.
- Identificar as causas que nos fazem perder o controle da situação.
- Formar grupos que trabalham e lutam pela paz.
- Falar com insistência sobre a paz, criando uma consciência que somos cidadãos capazes de fazer da paz a meta para uma convivência mais digna e justa.

Maria H. Catharina Hermans
Educandário Imaculada Conceição - Florianópolis/SC

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