Jornal - "MISSÃO JOVEM"
Catequese "MISSÃO JOVEM"
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Já se tornou comum entre nós o planejamento pastoral. A Diocese tem seu Plano de Pastoral, feito num processo de planejamento, através de Coordenações, Conselhos Pastorais e Assembléia de Pastoral. A paróquia, seguindo o modelo da Diocese, reúne as lideranças no final do ano, faz avaliação e planeja o próximo ano. As pastorais também planejam o ano seguinte. Mas, como isto acontece? Como se faz este planejamento? Ele é considerado realmente importante na ação evangelizadora? Não podemos nos iludir de que a nossa pastoral está sendo planejada adequadamente. Por ser um instrumento complexo e de muitos elementos, o planejamento pastoral muitas vezes é camuflado. Muita gente faz apenas o cronograma de atividades e diz ter feito planejamento.
Planejamento é pensar a ação antes, durante e depois dela. Planejar é uma maneira de tomar decisões sobre a nossa ação. Quando agimos, sempre estamos tomando decisões, quer queiramos quer não. Podemos tomar decisões improvisadas, sem refletir anteriormente. Não existe uma ação totalmente impensada. A diferença é que, às vezes, se pensa mais, outras vezes se pensa menos, mas não existe uma total improvisação. Planejamento é o processo de busca de decisões lúcidas, que atendam às necessidades da realidade, e que orientem a ação em vista de uma pastoral orgânica, de conjunto. O Papa Paulo VI dizia que: A atividade pastoral não
pode se processar às cegas. O após-tolo não corre
no encalço do incerto O planejamento envolve todos os agentes, em todas as etapas de uma ação, tornando-os sujeitos do processo participativo.
Não basta planejar. A questão é como planejar. O modo como se planeja determina a qualidade da ação. Por isso, a metodologia é fundamental no planejamento. Metodologia não é invenção da Igreja, é uma contribuição das ciências sociais à pastoral. O método é um caminho, uma ferramenta que podeser útil ou não, dependendo de como o aproveitamos ou utilizamos. Há o método paternalista, onde alguém pensa, determina e faz tudo pelo grupo, a exemplo de um pai em relação à criança. Esse método tem como conseqüência a passividade, o comodismo, a |
resignação, a aceitação sem questionamentos... O método liberal é a atitude oposta às duas anteriores. É aquele que permite tudo, não questiona. É cômodo. Conseqüência deste método é o comodismo: caminha-se como quer, cada um na sua, e por onde é mais fácil. Há o método participativo que envolve a todos em todas as etapas da ação, antes, durante e depois. Todos são iguais e tornam-se sujeitos. As conseqüências são: responsabilidade, igualdade, maturidade, compromisso, crescimento...
O documento de Medellin (Md 15.36) fala que toda a ação
pastoral bem planejada supõe valorizar alguns elementos. Eis alguns
destes elementos: Uma adequada apreciação crítica da realidade permite definir melhor os objetivos a serem alcançados. 2.º Uma reflexão teológica sobre a realidade. Nós não somos analistas sociais. Somos pessoas iluminadas pela fé. Há sempre uma pergunta fundamental: como deve ser nossa comunidade, nossa paróquia, a catequese? Uma pergunta que vai se completar com outra mais exigente: como Cristo e a Igreja querem nossa paróquia, nossa comunidade, a catequese, nossa pastoral? 3.º Um levantamento de material humano.
4.º Determinação de prioridades de ação. 5.º Elaboração do Plano. Colocar no papel tudo o que foi conversado e definido. Não é o plano bonito que vale, mas um plano realista e de possível execução. Por vezes, se fazem coisas tecnicamente bem elaboradas, mas difíceis de serem realizadas, porque o povo não tem pernas para caminhar daquele jeito. 6.º Avaliar periodicamente a caminhada. Pe. Elias Della Giustina |
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