Jornal - "MISSÃO JOVEM"

Catequese "MISSÃO JOVEM"

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ENCARNAÇÃO

O Natal celebra a Encarnação do Filho de Deus, que assume a condição humana nascendo na história, dando início à grande aventura e ventura da redenção da humanidade. Jesus nasce de Maria, amparada por São José, formando com eles um lar. Uma família pobre, mas extraordinariamente iluminada pela presença do próprio Filho de Deus.

Natal é uma privilegiada prova do amor de Deus que se faz um de nós para facilitar-nos o acesso a ele, a comunhão com ele.

NATAL E FÉ

Ninguém sabe da data real do nascimento de Jesus. A escolha do dia 25 de dezembro foi para substituir o culto do nascimento do deus sol: natalis (solis) invicti. Por ocasião do solstício do inverno a Igreja de Roma, já em 336, havia substituído a festa do deus pagão, pela comemoração da vinda ao mundo do verdadeiro Sol, Jesus. Aos poucos a comemoração foi se espalhando por outros lugares.

E a celebração do Natal de Jesus serviu, a cada ano, como especial oportunidade para fortalecer a fé da Igreja no Cristo, diante das várias interpretações errôneas sobre a pessoa e missão de Jesus e que foram sendo combatidas em quatro grandes concílios nos séculos IV e V: Nicéia (325), Constantinopla (361), Éfeso (431), Calcedônia (451).

O PRESÉPIO

O presépio é a marca da celebração do Natal de Jesus, visualisando o que São Lucas descreve: “Enquanto lá estavam, completaram-se os dias para o parto, ela deu à luz seu filho primogênito. Envolvendo-o em faixas, depositou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles” (Lc 2,6-7). Não há referência aos animais.

Mas, a partir do século IV, a piedade dos cristãos incluiu o boi e o jumento no estábulo, no desejo de aquecer, assim, o ambiente para o recém-nascido. A atual representação do Presépio teve origem com São Francisco de Assis. Ele mandou preparar, em uma gruta-estábulo, um altar para a missa da meia-noite de 24 para 25 de dezembro de 1223. E ali, no meio de animais, e com uma criança na manjedoura, ele e o povo celebraram o Natal.

NATAL HOJE

Hoje o paganismo quer mudar o sentido do Natal. Cabe aos cristãos insistir, com criatividade, em proclamar por todos os meios possíveis o verdadeiro Natal. E num mundo confuso e cheio de contradições, de dores e angústias, aprendemos, sempre de novo, os critérios do mundo novo trazido por Jesus, que contradiz o que se apregoa por aí sobre o Natal.

São lições fundamentais que brotam deste seu nascimento entre nós, num presépio, num estábulo, entre animais, em uma família humilde. Os pastores que, na época, não gozavam de boa reputação, são as testemunhas escolhidas para esse evento extraordinário. Acresce a perseguição dos poderosos, que levou a Sagrada Família a asilar-se no Egito, para salvar a vida da Criança.

Jesus continua o mesmo a se oferecer para a nossa salvação. E, um dia, vai nos perguntar se não o deturpamos por desvios de nossa devoção ou pela ganância do mercado.

Para ele, o nosso discipulado vale na medida em que o servimos nas situações similares em que ele nasceu, viveu, ensinou e deu a vida por nós: “Eu tive fome e sede, estava nu, doente e estava na prisão, não tinha onde morar... e você cuidou de mim! Todas as vezes que você fez isso a um de meus irmãos, mais pequeninos, foi a mim que o fez! Vem, toma posse do Reino preparado pelo meu Pai!” (cf Mt 25, 31046).

Seguir Jesus, e celebrar o seu Natal, é renascer nele, para assumir com Ele a vontade do Pai, no hoje da nossa história.

Irmão Nery FSC

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