Jornal - "MISSÃO JOVEM"
Catequese "MISSÃO JOVEM"
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MISSÃO: Recebereis o poder do Espírito Santo que virá sobre vós, para serdes minhas testemunhas em Jerusa-lém, em toda a Judéia e até os confins da terra (At 1,8). Estas palavras exprimem o programa que Jesus legou aos seus discípulos e hoje a cada um e cada uma de nós. É o Espírito que constitui realmente o movimento de Jesus: a primeira comunidade em Jerusalém e a missão para todos os povos. O Projeto de Jesus se espande para o futuro e abarca todos os povos da terra. A ação do Espírito transforma Saulo, perseguidor, em Paulo, entusiasta, corajoso, testemunha do Ressuscitado nos diferentes contextos culturais e num grande missionário, chegando a dizer: para mim, verdadeiramente, o viver é Cristo (Fl 1,21), e a exclamar: Ai de mim se não anunciar a Boa Notícia (1Cor 9,16). A gratuidade foi a marca da experiência que Paulo teve no dia de sua conversão. E esta gratuidade vai nortear sua vida e sustentá-lo nas crises. A MISSÃO TRANSFORMA A experiência na estrada de Damasco transformou, por dentro, o relacionamento de Paulo com Deus. A experiência da universalidade da Promessa e do amor de Deus marcou a sua missão. Paulo funda e acompanha as comunidades com grande solicitude (Gl 2,9-10; 2Cor 11,28; 1Cor 9,22). O método desenvolvido em sua missão junto às comunidades pode servir de pista para a nossa ação evangelizadora junto às comunidades e no ministério da catequese hoje. Constitui uma página de ouro o texto de Romanos 12, 9-21 para toda a ação pastoral e catequética no século XXI. A organização das comunidades foi acontecendo a partir das realidades, dos contextos culturais e se expressava de diferentes formas: o anúncio da Boa Nova: Jesus Ressuscitado, a oração e reflexão sobre os problemas, a indicação de pessoas mais idosas para animar e coordenar a comunidade, a acolhida aos novos que chegavam, o envio de missionários ambulantes que visitavam as comunidades, a divisão das atividades pastorais entre judeus e pagãos, as reuniões do agape, onde celebravam a Ceia do Senhor, etc (1Tes 3,1-10; 5,12-15; 1Cor 6,1-11; 16,1-24). O RELACIONAMENTO MISSIONÁRIO Na fundação e no acompanhamento das comunidades, Paulo tinha uma comunicação intensa e de forma muito envolvente (2Tes 3,7). Ele sabia ser afável e acolhedor. Empolgava e conquistava os leigos e leigas, os casais, e os constituia seus colaboradores(as) eficientes e eficazes. A Igreja primitiva era a Igreja dos leigos e leigas! Cultivava amizades, lembrava das pessoas e mandava saudações nas cartas. Animava as comunidades com visitas, com o envio de mensageiros, confirmava-as
na caminhada e ajudava-as a superarem o isolamento em que viviam e a perceber
a ligação com outras comunidades Paulo soube ser duro e flexível na defesa dos valores da vida e do Evangelho, mas a dureza não apagou nele a capacidade de ser um amigo carinhoso e acolhedor, delicado e atencioso. Não perdeu a ternura! Nossa glória e nossa alegria são vocês!. ATITUDES MISSIONÁRIAS Paulo mantinha contato constante com as comunidades por ele fundadas e carregava dentro de si a preocupação com o conjunto todo e com cada uma em particular: A minha preocupação cotidiana, a atenção que tenho por todas as Igrejas: quem fraqueja, sem que eu também me sinta fraco? Quem cai, sem que eu me sinta com febre? (2Cor 11,28-29). A experiência da vida nova em Cristo que Paulo faz se expressa nas comunidades por ele fundadas. E esta vida nova se manifesta de muitas maneiras: dons, carismas, serviços, sinais, milagres, oração, reuniões, celebrações, coragem e alegria na caminhada. É a força do Ressuscitado que com o seu Espírito vai invadindo o mundo através do testemunho das comunidades. Paulo também apresenta critérios de autenticidade da comunidade cristã: acolhimento da Palavra de Deus, que leva as pessoas a se converterem e formarem comunidade, o testemunho, que através do ser e do agir atualiza a presença e ação de Jesus Cristo (1Tes 2, 13-16). A caminhada de Paulo é marcada por perseguições e sofrimentos: enfrenta dificuldades, conflitos internos e externos, conflitos de culturas, de mentalidades e de doutrina, confusões nas reuniões e celebrações, perseguições, calúnias, prisões, conflitos de lideranças. SER MISSIONÁRIO (A) A missão não nasce por iniciativa pessoal. É o Espírito Santo que, a partir da comunidade que reza, discerne, escolhe e envia pessoas para proclamar o Evangelho como força de Deus. Missão é encontro de pessoas no caminho; não na segurança de uma casa. É sair, ir, deslocar-se, caminhar, acolher...
Abraçar uma atitude missionária é vencer o comodismo e o medo, anunciar explicitamente Jesus Cristo e seu Reino, que deve ser inserido na vida das pessoas e dos grupos, levando sempre em conta as culturas, os ambientes sociais, a realidade contextualizada. Esta atitude é fruto da esperança a que somos chamados, que está fundada nas promessas do Senhor Jesus e não em nossos projetos. É preciso descobrir as aberturas do coração humano e seus anseios, como por exemplo a procura de solidariedade, de paz, de relações novas com a natureza, de defesa dos direitos humanos das minorias, da mulher... Ser missionário(a) é ser uma pessoa possuída por Jesus, que, tocada pelo seu Espírito, não pode deixar de anunciar a Pessoa de Jesus e viver para o seu Reino. E, na prática, é fundamental cultivarmos uma comunidade de fé de tal forma que ela tenha poder de atração, que seja um sinal do amor evangélico, do convívio fraterno e de luta corajosa em favor da justiça, da paz e da solidariedade. Ir. Anna Tomelin |
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