Jornal - "MISSÃO JOVEM"

Catequese "MISSÃO JOVEM"

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Paulina, a mulher, a catequista, a missionária, a fundadora e a santa cresceu e floresceu no cotidiano da vida.

O esforço, a tenacidade, a coragem e a grande vontade de vencer foram características que forjaram a sua espiritualidade carregada de profunda fé, de caridade constante e de extraordinária humildade.

Estes referenciais estão presentes na vida da Igreja, que são os santos e as santas que seguiram as pegadas do mestre Jesus e testemunharam com sua vida heróica as virtudes evangélicas.

Também hoje temos os santos e as santas das nossas comunidades que, como Paulina, dispõem-se a amar de forma generosa, de dialogar em meio ao mundo secularizado e pluralista, de sentir-se gente e, portanto, valorizar a vida. Eles estão comprometidos com a caminhada da comunidade, dando importância a cada pessoa com seu modo diferente de viver.

A catequese precisa apresentar o Evangelho com toda a sua riqueza e buscar, na fonte da Palavra, a água que embebe a santidade.

Paulina nasce num contexto religioso, onde as famílias geravam os filhos no cultivo da fé.

Migrando para o Brasil, carrega consigo o que aprendeu de cor, no catecismo de perguntas e respostas, mas este modelo de catequese, transformou-se nela em experiência de fé e vida.

Aos 12 anos, semi-analfabeto, coloca-se a serviço da comunidade comunicando o pouco que sabe, na catequese e na escola.

A partir daqui, sua vida assume as palavras de São Paulo:

"Ai de mim se não evangelizar", e empenha toda a sua vida em favor dos outros. Percebe que a comunidade necessita de alguém para cuidar dos doentes, dos idosos, dos abandonados nas ruas, de ensinar as primeiras letras às crianças..., de animar as celebrações, de instruir na fé...

Então, responde a estes apelos com toda generosidade e como Isaías diz:

"Eis-me aqui, Senhor. Envia-me" (is 6, 8).

Toda vocação nasce a partir do Batismo. O cristão, através deste sacramento, é mergulhado em Jesus Cristo e por isso se sente enviado.

PAULINA teve um coração que ardeu pela vocação-missão. Ela mesma dizia:

"Deixamos tudo para seguir Jesus" Nisto expressa seu desprendimento para responder aos clamores da missão. Seu zelo apostólico era extraordinário. Queria chegar em todos os lugares do mundo. "Iremos até o Alasca, afé as Ijldias... para salvar as almas", dizia às suas irmãs.

Como catequista, Paulina era uma pessoa de profunda fé e de profunda espiritualidade. Evangeliza mais pelo exemplo do que com as palavras.

A catequese renovada é sobretudo cristocêntrica. Quer encarnar Cristo em todas as realidades para que "Todos tenham vida e vida em abundância" (Jo 10, 10). Jesus é a Boa Nova que a catequese quer anunciar. A Boa Nova do "Amai-vos uns aos outros como eu vos amei".

Paulina colocou Jesus Cristo no centro de sua vida. Nos ensina que ser catequista é anunciá-lo com grande entusiasmo, vinte e quatro horas por dia, e colocar-se como discípulos e discípulas na sua escola aprendendo e ensinando sua pedagogia centrada no amor.

Santa Paulina continua a nos dizer: "Ide adiante, mesmo que venham ventos contrários".

Ir. Marlene Bertoldi

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