Jornal - "MISSÃO JOVEM"
Catequese "MISSÃO JOVEM"
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Todo ser humano é chamado a viver intensamente. Porém, nem sempre a resposta é uma escolha saudável. Os jovens são os que mais clamam quando se encontram em situação de morte. Exigem da sociedade espaço de solidariedade, ajuda, coragem de mudanças. Diante do testemunho de dois jovens, somos questionados a tirar as máscaras e assumir o coração misericordioso de Deus que vai ao encontro de uma única ovelha perdida, deixando as 99 que estão bem.
Meu nome é Augusto. Tenho 21 anos. Desde minha infância tive amor familiar dos meus pais, que sempre participavam ativamente da Igreja e me educaram da melhor maneira possível. Apesar disto, com 15 anos de idade, me envolvi com amizades que me levaram a fumar meu primeiro baseado. Experimentei também a cocaína e, em pouco tempo, já estava totalmente dominado pela droga. Tornei-me uma pessoa sem sentimentos. Via os meus pais sofrerem, mas, meu coração de pedra não reagia. Mentia para mim mesmo, tudo para poder usar droga. Sem força de vontade, meu corpo e pensamentos eram dominados pela droga, que me tornou um ser sem moral, fraco, doente, sem emoções, sem prazer de viver. Não agüentava mais. Tudo em minha vida era em função disso: três anos de treva total. Em outubro de 1997 fui internado numa clínica onde fiquei em tratamento por um mês. Começo ali minha caminhada de recuperação. Há três anos e meio que não uso maconha, cocaína e álcool. Um movimento jovem me ajuda no tratamento, e nele encontro forças para superar as dificuldades da dependência química. Novas amizades, novos ambientes... eis o segredo para os jovens em recuperação! Revitalizar-se na fé, seguir e amar Jesus Caminho, Verdade e Vida, é a outra e a mais poderosa alavanca para manter-se na sobriedade. Só por hoje. As drogas não levam a lugar nenhum. Por isso, jovem, ame a vida! Augusto Joench Martins
Quando eu tinha 13 anos de idade, comecei a freqüentar boates, bares. Minhas amizades eram com pessoas que não usavam drogas, mas tomavam bebidas alcoólicas. Com o decorrer do tempo surgiram diversas amizades com pessoas de todos os tipos. Com 14 anos, uma delas me convidou para fumar um cigarro de maconha. Foi o início. Na primeira vez não senti qualquer efeito. Foi com o decorrer do uso que o efeito foi aparecendo. As conseqüências não tardaram a aparecer. Deixei rapidamente minhas boas amizades para freqüentar pessoas viciadas em drogas. Fiquei totalmente viciado no uso da maconha, que passou a fazer parte da minha vida diária. Com 17 anos, numa roda de amigos, experimentei a cocaína. A reação foi imediata: senti-me forte e poderoso perante as pessoas. Ilusão! Minha personalidade na sociedade e na família foi se modificando. Cheguei ao ponto de ter alucinações depois de ter que usar uma quantidade excessiva de cocaína, cerca de 1 grama a 5 gramas por noite. Para conseguir a droga comecei a traficar, adquirindo assim o meu consumo diário. Cada vez mais, sem perceber, estava caindo no fundo do poço. Sem controle de mim mesmo, fui sendo excluído pelas pessoas que gostavam de mim. Passei cerca de nove anos nessa situação. Com 26 anos, constantemente depressivo e com a família, que não suportava mais me ver nessa situação, resolvi pedir ajuda. Muitos me ajudaram e, no dia 5 de fevereiro de 1997, fui internado, por minha opção, numa casa terapêutica em Angelina, onde, em 9 meses, comecei a me reeducar. Reaprendi a dar valor à minha vida, completei o tratamento e voltei a ter uma vida normal, sem vício algum. Hoje, com 30 anos, voltei a ter uma vida digna, com a confiança de meus familiares e amigos, que considero o mais importante em meu dia-a-dia. N.N. |
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