Jornal - "MISSÃO JOVEM"

Catequese "MISSÃO JOVEM"

Primera Página

É FESTA NO CÉU E
NA TERRA TAMBÉM!

Nada melhor do que este verso para expressar o que aconteceu entre a anunciação do anjo a Maria e o batismo de Jesus no Jordão, passando por Belém e pela adoração dos Magos (cf. Lc 1-3,22). Levanta-se o véu que separava o céu da terra, o homem de Deus, a vida da morte. Tudo é canto de alegria, tudo é celebração de vida. Uma Virgem dá à luz, o anjo fala com José, os anjos cantam no céu, uma estrela guia os magos e o próprio Deus declara que “este é meu Filho muito amado: escutaio”.

O CÉU DESCE À TERRA

Quando Adão e Eva pecaram, deram início à história da morte, pois foi rompida a comunhão com Deus. O homem e a mulher foram condenados à solidão, pois vida sem Deus é solidão pura, não permitindo a comunicação verdadeira entre as pessoas. A morte tinha a última palavra e o tempo tornara-se duro para a vida humana: suor e dor tanto na geração da vida pelo parto quanto na geração da vida produzindo-se alimentos.

Deus não se conformou com essa decisão humana de viver sem Ele, pois ele quer viver conosco. Eternamente tinha um plano de salvação para nós. E esse plano era fazer-nos participantes da vida divina, comungarmos da eternidade e vivermos em seu reino. E para fazer-nos participar de sua vida, Deus decidira desde sempre que seu Filho viria ao mundo, se encarnaria, para que Deus tivesse experiência humana e a humanidade tivesse experiência divina.

Este plano amadureceu durante milhares de anos. O Espírito de Deus preparou toda a criação para a hora da encarnação. Foi o artista que abriu os corações, inspirou os profetas, formou um povo, gerou a Palavra. Quando chegou a plenitude dos tempos, rompem-se as fronteiras entre o céu e a terra, e do céu surgem mensageiros trazendo notícias da terra para a terra, coisa nunca antes acontecida...

O ANJO ANUNCIA A MARIA

Deus escolheu um lugar – Nazaré, um povo – o judeu, e uma virgem – Maria. Somente os simples de coração poderiam entender a grandeza do plano divino: o Filho morar na carne. Os corações pobres e humildes crêem no mistério do amor sem limite, como é o mistério da encarnação. O anjo diz a Maria que, aceitando a vontade de Deus, ela gerará um filho, o Filho de Deus. Será grande, rei, altíssimo, por isso mesmo será pequeno, pobre e humilde. Maria acreditou no anjo, abriu sua vida à vontade de Deus e a Palavra de Deus se fez carne.

O ANJO ANUNCIA A JOSÉ

O jovem José amava Maria, era seu noivo, com ela planejava ter filhos. Acontece o imprevisível: a virgem concebe por obra do Espírito. José não entende o mistério, mas não que repudiar Maria. Recebe também a visita do anjo, crê na boa notícia por ele trazida e leva Maria para sua casa. José é o último patriarca que recebe mensagens divinas em sonhos.

OS ANJOS ANUNCIAM AOS PASTORES

Era noite. Maria deu à luz o seu Filho primogênito. Frio de inverno, silêncio da noite, silêncio da pobreza. De repente, brilha no céu uma luz. Anjos descem cantando e dando notícias: “Nasceu o Messias! Glória a Deus nas alturas!” Os pastores se entusiasmam com o coro celeste, cantam junto e vão à gruta. Lá está Maria, José e o Menino. Prostram-se por terra em adoração. Contentes, pois receberam a notícia dos anjos do céu.

UMA ESTRELA ANUNCIA AO MAGOS

Lá no Oriente, sábios acostumados a olhar as estrelas percebem uma diferente e dispõem-se a segui-la. Crêem que os astros trazem notícias dos céus. A estrela pára em Jerusalém, mas os conduz até Belém. Entram numa casa modesta: lá estão José, Maria e o Menino. Adoram a criança e lhe oferecem presentes de ouro, incenso e mirra. O menino Jesus é rei, Deus e homem.

DEUS PAI ANUNCIA SEU FILHO

Vem o escondimento em Nazaré. Trinta anos de experiência humana e divina. Jesus dirige-se agora ao Jordão. Quer o batismo de João. Humildemente inclina a cabeça e é batizado. Neste momento, os céus se abrem definitivamente: o Espírito Santo pousa sobre Jesus em forma de pomba e o Pai proclama por sobre as nuvens: “Este é o meu Filho amado! Escutai-o!” Não há mais segredos entre Deus e os seres humanos!

O tempo de Natal é festa no céu e na terra. Rompem-se os muros. As notícias correm do céu para a terra e da terra para o céu. Deus faz-se íntimo do ser humano. O ser humano faz-se íntimo de Deus. Essa é a alegria eterna.

Pe. José Artulino Besen

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