Jornal - "MISSÃO JOVEM"
Catequese "MISSÃO JOVEM"
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Assim fizeram e apanharam uma grande quantidade de peixes(Lc 5,6). Sim, em águas mais profundas! Com este lembrete de estímulo e compromisso, logo na introdução da Carta Apostólica Novo Millennio Ineunte, João Paulo II vem nos ajudar a assumir o seguimento de Jesus e a causa do seu Reino com maior paixão. Isto quer dizer: aprofundados em convicções de fé esclarecida e atuante. Nossas raízes estão no Amor: Deus é amor (Jo 4,16). É uma comunidade de Amor. Ele nos fez à sua imagem e semelhança (Gn 1,26). Dele nós viemos. Portanto, nossa realização e felicidade dependerão do quanto aprendermos a viver segundo o que somos: amor, fraternidade, solidariedade, partilha, comunhão com Deus e com os irmãos e as irmãs... Jesus afirma que amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, é o resumo da Lei e dos Profetas (cf. Mt 22,36-40). Amar é nossa identidade. Amar é nossa vocação. Educar é ensinar a amar. Ninguém nasce já sabendo amar. Trata-se de um aprendizado exigente, que aos poucos vai levando a uma vivência sempre mais plena do Mistério Pascal: morrer e ressuscitar... Jesus não ensinou que o maior amor é dar a vida? (Jo 15,13). O tempo que estamos vivendo não predispõe a amar. Fala-se muito em amor e amar. Fica-se, contudo, no superficial. Acobertam-se a imaturidade humana e o egoísmo com caricaturas de amor, visando vantagens próprias. O altruísmo, indispensável ao amor autêntico, exige a saída de dentro de si mesmo, colocando o outro no centro: o outro, a outra, e o Grande Outro que é Deus. Amar é a virtude de quem é forte, de quem é capaz de perceber os apelos e de dar respostas concretas. Só quem ama percebe que está sendo chamado: O diálogo e a comunhão com Deus é a razão mais elevada da dignidade do ser humano. Vejam os pais, educadores e catequistas quanto é importante que saibam para que educar. O objetivo é um progresso contínuo na maturidade humana e cristã. É ensinar a dialogar com o seu Criador. É ensinar a deixar jorrar de dentro do peito o amor que foi derramado em nossos corações (cf. Rm 5,5). É anunciar a boa nova do amor, sim. Mas é também conduzir à prática, ao exercício de amar concretamente. É ser mestre e mestra que acompanham os discípulos e as discípulas ao longo dessa trajetória. Não havendo quem ensine a amar, aprende-se a amar de forma errada e então simplesmente não se aprende. Aprende a amar quem aprendeu a perceber o quanto sempre foi amado. Amar torna-se assim uma incontida forma de agradecer por tanto amor recebido. Na ânsia de agradecer amando, torna-se espontânea a resposta ao apelo vocacional. Dom recebido e bem doado: A relação filial e espontânea com Deus, que se estabelece na medida em que se aprende o Amor, torna possível a cada pessoa crescer segundo linhas e características próprias, que lhe foram dadas, e capazes de dar sentido à história e às relações fundamentais de seu existir quotidiano, enquanto está a caminho da plenitude da vida. Isto facilita a liberdade interior, estimulando na pessoa o desejo de futuro, juntamente com a rejeição de uma concepção passiva, aborrecida e banal da existência. A vida assume assim o valor de dom recebido, que tende, por sua natureza, a se tornar bem doado (João Paulo II). Em casa, na escola e na catequese poderiam ser desenvolvidas práticas, segundo iniciativas diferentes, no sentido de estimular e propiciar experiências concretas de amor tais como: perceber como na história de cada pessoa Deus sempre se fez presente, de formas tão diversas; estimular a gratidão diante dessa presença; ensinar a agradecer a Deus por tudo o que já se recebeu dele, por exemplo, abrindo mão do próprio lanche em favor de alguém, não importa quem; ou todos partilharem com todos o seu lanche; programar o voluntariado (coleta de agasalhos, visita a doentes e a idosos...), aquelas atividades que nascem de um coração generoso e desinteressado; ensinar a contar a todos a experiência que cada um fez ao amar assim... Descobrir o projeto de Deus: A catequese tem importante papel quando se trata de promover nas pessoas o sentido da vida. Catequese que não favorece uma relação amorosa e agradecida com Deus; que não ensina a orar; que não ensina a perceber os apelos Deus nas mais diversas circunstâncias de cada dia, sobretudo naquelas em que um irmão ou uma irmã sofrem; que não se empenha em despertar o desejo de colaborar com Jesus Cristo em suas obra de Salvação, de transformação do mundo; que não se impõe a tarefa de despertar o desejo de amar como Jesus amou; catequese assim teria em vista que tipo de Igreja? Seria a de Jesus Cristo? Produziria algum fruto? Exercício a partir da Bíblia: Seguem alguns vocacionados que aparecem no livro dos Atos dos Apóstolos. Seria um belo trabalho estudá-los de forma criativa com os grupos de catequese ou de jovens, buscando identificar as características de como se deu o chamado deles (quem, circunstâncias...) e de como responderam... que impressões causam... 1.º Estêvão (At 6,8-7,60); 2.º Paulo
(At 9,1-30); 3.º Pedro (At 12,1-25). |
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