Jornal - "MISSÃO JOVEM"
Catequese "MISSÃO JOVEM"
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Sozinho ou em comunidade, ao rezar o Credo você proclama solenemente: Creio na vida eterna. O que quer dizer essa afirmação? Em que você realmente acredita? A morte, para o cristão, longe de ser o fim de tudo, é a possibilidade de um encontro com Jesus Cristo; é a entrada na vida eterna. Com ela, termina o tempo aberto ao acolhimento ou à recusa da graça divina. O Novo Testamento fala da retribuição que cada um receberá, após sua morte, em função de sua fé e das obras que realizou. Vemos isso na parábola do pobre Lázaro (Lc 16, 19-31), nas palavras de Cristo ao Bom Ladrão (Lc 23, 39-43) e em expressões como a do apóstolo Paulo: Porque teremos de comparecer diante do tribunal de Cristo. Ali cada um receberá o que mereceu, conforme o bem ou o mal que tiver feito enquanto estava no corpo (2Cor 5,10).
Os que morrerem na graça e na amizade de Deus, e que estiverem totalmente purificados, viverão para sempre em Cristo. Passarão a ver Deus tal como ele é (1Jo 3,2), face a face. O céu não é um lugar (na eternidade não há tempo nem espaço), mas um estado de vida. Estar no céu é viver com a Santíssima Trindade, em comunhão de vida e de amor; com a Virgem Maria, os anjos e todos os que também morreram na graça de Deus. O céu é o fim último e a realização de todas as aspirações do ser humano; é o estado de felicidade suprema e definitiva. Os que morrerem na graça e na amizade de Deus, mas que não estiverem completamente purificados, embora tenham garantida sua salvação eterna, passarão, após a morte, por uma purificação, a fim de obter a santidade necessária para entrar na alegria do céu (cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 1030). A Igreja denomina Purgatório essa purificação final dos eleitos, que é completamente distinta do castigo dos condenados (Cf. 1Cor 3,15; 2Mc 12,43-45). Mais do que um castigo, o Purgatório é uma preparação para o encontro com aquele que é santo por natureza, e diante do qual não pode haver imperfeições. Já os que morrerem em pecado mortal, serão excluídos definitivamente da comunhão com Deus. As afirmações da Bíblia e os ensinamentos da Igreja a esse respeito nos asseguram que Deus não predestina ninguém para viver eternamente longe dele. É a própria pessoa que livremente o rejeita. É necessário, pois, usar a liberdade com responsabilidade, pois um dia cada qual responderá por seus atos, palavras e omissões. Entrai pela porta estreita, porque largo e espaçoso é o caminho que conduz à perdição. E muitos são os que entram por ele. Estreita, porém, é a porta e apertado o caminho que conduz à vida. E poucos são os que o encontram, disse Jesus (Mt 7,13-14). A ressurreição dos mortos, dos justos e dos injustos (At 24,15), antecederá o Juízo Final. Esse revelará o que cada um fez de bem ou deixou de fazer durante sua vida terrestre. Como não nos lembrar, aqui, da grandiosa descrição de Cristo? Quando o Filho do homem voltar na sua glória e todos os anjos com ele, sentar-se-á no seu trono glorioso. Todas as nações se reunirão diante dele e ele separará uns dos outros... Então o Rei dirá aos que estão à direita: Vinde, benditos de meu Pai, tomai posse do Reino que vos está preparado desde a criação do mundo, porque tive fome e me destes de comer...(Mt 25,31-46). O Reino de Deus chegará, então, à plenitude. Os justos reinarão com Cristo para sempre, glorificados em corpo e alma. Então, Deus será tudo em todos (1Cor 15,28). Creio na vida eterna! Justamente porque acredita nessa verdade de fé, você é chamado a viver, mais intensa e santamente, cada dia e cada acontecimento. Afinal, é aqui e agora que você prepara sua eternidade. Dom Murilo S.R. Krieger, scj |
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