Jornal - "MISSÃO JOVEM"

Catequese "MISSÃO JOVEM"

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Na solenidade de Pentecostes, a Igreja celebra o maravilhoso Dom do Espírito Santo. No dia do primeiro Pentecostes, Pedro, cheio do Espírito Santo, assim explicava o acontecimento: “Deus ressuscitou Jesus (...) exaltado pela direita de Deus, ele recebeu do Pai o Espírito Santo prometido e o derramou, e é isto o que vedes e ouvis.” (At 2, 32-33).

O Espírito, no plano de salvação da Santíssima Trindade, é dado a nós como o mais sublime Dom do Pai e do Filho. É Aquele que renova, recria, santifica. É Aquele que impulsiona a Igreja e distribui-lhe dons e carismas. É Aquele que leva a Obra do Messias a seu pleno cumprimento.

PAZ: ANSEIO UNIVERSAL

Mas entre todas as maravilhosas obras que o Espírito realiza, está também a de trazer a paz aos corações humanos e ao mundo inteiro. Paz é uma das palavras mais freqüentes e cheias de sentido da Bíblia e do Cristianismo.

Basta lermos com atenção a Palavra de Deus, tanto do Antigo como do Novo Testamento. Basta ficarmos atentos à liturgia da Igreja, especialmente da Missa.

A palavra paz também traduz um dos anseios mais universais e mais profundos de todo o ser humano. Veja-se o quanto o clamor pela paz tem ecoado pelos quatro cantos do mundo diante do absurdo da guerra, tanto a recente, no Iraque, como diante de tantos outros conflitos do mundo e da violência em nosso país.

A humanidade anseia pela paz. Mas esta paz só pode ser construída com a graça de Deus. Ela é dom e conquista. É o Espírito Santo, o Dom de Deus, quem nos dá a paz e, ao mesmo tempo, nos capacita para construí-la.

É muito significativo que o Espírito Santo e a paz compartilhem o mesmo símbolo: a pomba. Isto mostra o quanto um e outro, Espírito e paz, são inseparáveis. A palavra paz na Bíblia (shalom) tem um significado muito profundo. Quer dizer plenitude de bênção e graça. Jesus prometeu nos dar a Sua paz, que não é como a paz que o mundo dá (cf. Jo 14, 27).

Esta é a paz que Ele, tendo ressuscitado, concede à Igreja e ao mundo, como primeiro dom da ressurreição, juntamente com o Espírito Santo, pois Ele disse aos seus discípulos: “A paz esteja convosco!”, e, logo a seguir, soprou sobre eles e lhes disse: “Recebei o Espírito Santo”. Esta paz não é um mero cumprimento, mas é uma paz eficaz, uma paz transformadora, uma paz que vem “do” Espírito Santo e “com”o Espírito Santo.

PAZ: FRUTO DO ESPÍRITO

A Palavra de Deus também deixa clara a relação entre Espírito e paz ao dizer que: “...a aspiração do Espírito é a vida e a paz” (Rm 8, 6). “O Reino de Deus é(...)justiça, paz e alegria no Espírito Santo (Rm 14, 17). “O fruto do Espírito é: caridade, alegria, paz... (Gl 5, 22). A paz é, portanto, fruto do Espírito Santo.

A paz como fruto do Espírito é resultado de uma colaboração entre a graça e a liberdade. Esta é a paz que os primeiros cristãos vivenciavam e testemunhavam logo após Pentecostes.

O Espírito encheu de paz seus corações mesmo em meio às perseguições, dificuldades e diferenças. Tinham tudo em comum. Tinham um só coração e uma só alma. Partilhavam o que possuíam de modo que não havia necessitados entre eles (cf. At 2, 42-47; 4, 32-35). Esta é a paz que Cristo nos deu e que precisamos viver: uma paz que é dom e conquista.

O Espírito vem nos encher com sua presença para dar ao nosso coração a paz e, ao mesmo tempo, fazer-nos construtores da paz ao nosso redor até que toda a sociedade seja contagiada. Se nós, movidos pelo Espírito do Senhor, soubermos pagar o mal com o bem, abençoar aos que nos amaldiçoam, perdoar aos que nos ofendem, não acusar e sim amar, estaremos construindo a paz.

Se nós, impulsionados pelo Espírito Santo, tomarmos iniciativas de promoção da paz, da justiça e do bem, estaremos derrotando a violência e o mal. “Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus.” (Mt 5, 9).

Como São Francisco de Assis, precisamos pedir ao Espírito Santo: “Senhor, fazei de mim um instrumento de vossa paz”. E este santo foi, de fato, instrumento e canal da paz de Deus para as pessoas. Agora é a nossa vez!

Peçamos que o Espírito de Deus renove em nós a sua graça e nos faça produzir o fruto da paz. Se cada um de nós assim o fizer, Pentecostes acontecerá, e virá como fruto a paz, invadindo nossos corações, movendo o nosso agir e contagiando o mundo.

Diácono André Gonzaga

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