Jornal - "MISSÃO JOVEM"
Catequese "MISSÃO JOVEM"
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A Páscoa Quando as famílias judaicas se reúnem para a Ceia Pascal, destacam a saída de seu povo do Egito, a caminho da Terra Prometida isto é, a passagem da escravidão para a liberdade. Na última noite, na terra dos faraós, obedecendo às ordens dadas pelo Senhor a Moisés e Aarão, os israelitas celebraram, pela primeira vez - e antecipadamente - essa passagem salvadora: Nessa noite eu passarei pela terra do Egito e matarei todos os primogênitos do país. Com o sangue dos cordeiros, que serviriam de refeição, deveriam ser marcadas as portas de suas casas, já que O sangue servirá de sinal nas casas onde estiverdes. Ao ver o sangue, passarei adiante, e não vos atingirá a praga exterminadora quando eu ferir a terra do Egito. Este dia será para vós uma festa memorável, em honra do Senhor, que haveis de celebrar por todas as gerações, como instituição perpétua (Ex 12, 12-14). MEMÓRIA E CELEBRAÇÃO O povo escolhido guardou com fidelidade essa ordem do Senhor. Ao se reunir anualmente para a celebração pascal, tinha consciência de que estava fazendo memória da saída do Egito. Fazer memória é muito mais do que recordar acontecimentos passados; é fazê-los presente; é vivê-los hoje. Naquele dia explicarás a teu filho: Isto é pelo que o Senhor fez por mim ao sair do Egito (Ex 13,8).
A salvação acontece hoje, comigo. No dia de hoje Deus está passando em meus caminhos para me salvar! Os apóstolos, judeus que eram, celebravam a páscoa. Assim, diante da proximidade dessa festa, tomaram a iniciativa e perguntaram ao Mestre: Onde queres que façamos os preparativos para comeres a páscoa? (Mt 26,17). Jesus lhes deu as instruções e eles as executaram. Na noite de Quinta-feira Santa, reunido com os apóstolos, ele lhes abriu o coração. Em poucas oportunidades expressou tão abertamente seus sentimentos: Ardentemente desejei comer convosco esta ceia pascal, antes de padecer! (Lc 22,15). Mas foi além do que estava prescrito no ritual judaico: ao tomar o pão, disse: Isto é o meu corpo, que é dado por vós. Fazei isto em memória de mim; ao tomar o cálice, completou: Este cálice é a nova aliança no meu sangue, que é derramado por vós (Lc 22,15.19-20). Jesus Cristo procurou lhes dizer que não estava deixando à comunidade apenas uma série de ensina-mentos e lembranças: era sua própria pessoa que ele oferecia. Seu sangue seria derramado para a celebração de uma nova e definitiva aliança. FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM Fazei isto em memória de mim. Já para os primeiros cristãos essa ordem do Senhor se tornou agradável obrigação, a ponto de serem assíduos... à fração do pão (At 2,42). Eles entenderam que fazer memória era viver a páscoa, a passagem libertadora de Deus, cada vez que participassem da santa Missa. Sabiam que pela celebração da vida, paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo, Deus estava passando no meio de seu povo, libertando-o do pecado e da morte, e abrindo-lhe perspectivas eternas. A santa Missa é, pois, a celebração por excelência da páscoa. Mais do que ser um dos tantos mistérios, é o mistério da fé. É a fonte da vida da Igreja, pois dela é que nasce a graça. É o ponto mais alto da vida da Igreja, pois por ela se obtém a santificação dos homens e mulheres, e a glorificação de Deus, em Cristo, no Espírito Santo. Conclamados a participar da Eucaristia Fazei isto em memória de mim!, para nos unirmos a Cristo sacerdote e vítima. Ele não é um cordeiro que é ofertado: Ele é o Cordeiro de Deus que se oferece livremente ao Pai, por nós. Participando da Eucaristia, somos convidados a nos unir à sua oferta, pela salvação da humanidade. Dom Murilo S.R. Krieger, scj |
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