Jornal - "MISSÃO JOVEM"
Catequese "MISSÃO JOVEM"
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Setembro, mês da Bíblia, Semana da Pátria, Grito dos Excluídos. São fatos que se encontram e se entrelaçam numa sintonia de aspirações, sonhos e projetos. A Bíblia retrata a revelação de Deus na história de um povo que luta com todas as suas forças em busca do sonho da Terra Prometida e da Libertação. O livro do Êxodo mostra que, diante da opressão do Faraó: os Israelitas clamaram, e do fundo da sua escravidão, seu clamor subiu até Deus. Deus ouviu seu grito, lembrou-se de sua aliança com Abraão... e desceu para libertá-los e conduzi-los a uma terra fértil... (Ex 2,23-24;3,8). O Grito da Independência de 07 de setembro de 1822 continua ressoando em nossos ouvidos e não cessará enquanto não tiverem fim as injustiças sociais, as ameaças contra a vida e o risco de perda da soberania do nosso país e da Pátria Grande, a América Latina. Daí a importância das grandes mobilizações do povo como: Campanha Nacional contra a ALCA (Área de Livre Comércio das Américas), Grito dos Excluídos do Brasil e da América Latina (12/10) e outras iniciativas, que visam influenciar a opinião pública e chamar todos à vigilância, para defender nossos direitos, preservar o que é nosso. OBJETIVOS O Grito dos Excluídos tem como objetivos: denunciar a exclusão social causada por um modelo econômico injusto; questionar toda forma de dominação, dependência e projetos que desrespeitem a soberania nacional; anunciar valores e caminhos para uma nova sociedade. Pretende fazer ecoar o grito da população pobre vítima da fome, violência, falta de saúde, educação e moradia, do desemprego.
Hoje, por exemplo, estão de olho na Amazônia, cobiçando a riqueza de sua floresta, de sua fauna e a abundância de suas águas. Temos aí o resultado: um povo empobrecido sobre uma terra tão rica em recursos naturais, potencial energético e força humana. Para isso, o Grito deste ano quer fazer ouvir nossa voz contra toda forma de dominação representada pela ALCA, Dívida externa, Política do FMI, etc... MUITAS VOZES Porque não aceitamos esta situação e sabemos dos nossos direitos, no dia 7 de setembro, muitas vozes vão ecoar pelas ruas e praças, manifestando que queremos: uma nação livre e soberana, fundada na justiça, solidariedade e igualdade de direitos; paz e liberdade para o povo, o melhor para sua vida, a sua religião, os rumos do país; uma Terra-Mãe libertada da poluição, das armas e da dominação; um povo feliz, livre da violência e da discriminação, onde todos tenham trabalho, saúde, moradia, educação, lazer, segurança; a garantia de políticas públicas que resgatem e valorizem a vida e a dignidade das pessoas; enfim, a preservação da cultura e das riquezas naturais. O MUNDO QUE Através do profeta Isaías, Deus dá a conhecer seu projeto para o povo de ontem e de hoje também: Anuncia que vai criar novos céus e uma nova terra, onde o povo experimentará alegria e felicidade. Não se ouvirá mais ruídos de soluços e gritos. Não morrerá mais criança e será jovem quem morrer aos 100 anos. Construirão casas e nelas habitarão, plantarão e comerão seus frutos; todos gozarão do trabalho de suas mãos (cf Is 65,17-23). Esta promessa de Deus, com certeza, bate com nosso sonho. Nossa fé no Deus da Vida nos impele a contribuir no grande mutirão em vista da construção deste sonho, unindo nossas vozes e somando forças em parceria com todas as organizações e iniciativas que buscam a defesa da vida e a justiça do Reino de Deus. NOSSA Todos/as as organizações populares, as Igrejas com suas pastorais, são convidadas a buscar, com criatividade, novas formas de manifestações populares que abram espaço à participação de todos como sujeitos na construção de um Brasil justo e fraterno, segundo o plano de Deus. O nosso Documento Catequese Renovada, retomando a palavra dos Bispos em Medellin, afirma que as situações históricas, a realidade que vivemos, com seus problemas e as aspirações do povo, fazem parte do conteúdo da catequese (CR 101). Portanto, o Grito dos excluídos deve ser contemplado na nossa catequese. Para isso, seguem algumas sugestões: trabalhar o tema do Grito com catequistas e catequizandos: a partir da realidade local; das notícias de jornais, rádio e TV; à luz da Palavra de Deus (Êx. 2, 23-25; Is. 65, 17-25); buscando assessoria junto à equipe que organiza o evento na sua região; fazer, com os catequizandos, exposições, na comunidade, de material informativo sobre a realidade brasileira ou apresentações em forma de teatro, fantoche... incentivar catequistas e jovens e adultos catequizandos a participarem do evento. Ir. Teresa Nascimento, IIC |
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