Jornal - "MISSÃO JOVEM"
Catequese "MISSÃO JOVEM"
Primera Página
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Este é o título do excelente subsídio produzido pela CNBB, na coleção Estudos, n.º 86, que acaba de ser publicado pela Paulus. Com pouco mais de 100 páginas de texto, numa linguagem acessível, em curtos capítulos, o subsídio quer ser, como diz o apresentador, o começo do preenchimento de uma lacuna, a saber, a falta de material específico no campo da animação bíblica (p.º 8). O 1.º capítulo trata da Bíblia na realidade de hoje: novos tempos, novas exigências, a Bíblia presente em todas as Igrejas cristãs, as novas traduções, o prestígio da Bíblia na atual diversidade cultural etc. O 2.º capítulo aborda as múltiplas características da Bíblia. Começa explicando a diferença e o inter-relacionamento entre Bíblia e Tradição: esta, antecedendo e seguindo aquela. Fala das etapas do processo de formação do texto bíblico, alerta sobre as posturas divergentes do texto, a linguagem usada e a Inspiração divina e, na p. 43, apresenta as afirmações básicas do documento Dei Verbum, do Vaticano II, sobre a Revelação divina.
O 4.º capítulo nos alerta que, para um livro tão variado, muitas são as abordagens. Entre estas, por exemplo, a leitura a partir dos pobres, e a atenção à presença e às ausências da mulher. Adverte, ainda, que a fé não despreza a razão, e propõe uma leitura inculturada desses textos já enculturados (p. 63). Na p. 65, aconselha-se o estudo do documento A interpretação da Bíblia na Igreja, da Pontifícia Comissão Bíblica, de 1993, do qual temos uma versão popular, publicada por Ed. Paulinas, com o título Como nossa Igreja lê a Bíblia. O 5.º capítulo apresenta algumas orientações básicas para a leitura da Bíblia e começa falando do amor à Bíblia, lida com a vida, e da abertura para acolher o que diz o Espírito Santo. Explica a leitura com a Igreja, em comunhão e em comunidade, e previne contra a leitura fundamentalista, por exemplo, de versículos isolados. O 6.º capítulo aborda a Bíblia no ecumenismo e no diálogo inter-religioso. Conscientes do pluralismo religioso em que vivemos, e no contexto de um ensino religioso que trata as religiões em pé de igualdade, como manter-nos fiéis à leitura católica da Bíblia, ao mesmo tempo respeitando as outras abordagens? É um tema importante, tanto no âmbito pessoal como na catequese e é preciso ter nesse ponto idéias claras, que nos são aqui oferecidas. O 7.º e último capítulo apresenta indicações positivas para a animação bíblica. Começa explicando o que se entende por política de animação bíblica (p. 89), elencando as estratégias a serem desenvolvidas: divulgar e organizar material para estudo sistemático, investir na formação bíblica dos cristãos, leigos, ter equipes dedicadas à animação bíblica nos regionais, nas dioceses e nas paróquias, difundir as práticas de leitura orante da Bíblia (p. 97), incentivar os grupos de reflexão (p. 100), vivenciar uma eclesiologia de comunhão e participação... Interessante síntese é a que encontramos nas páginas 102 e 104: uma lista de quatorze (14) atividades e atitudes que envolvem educação para a leitura bíblica. Por fim, concluindo o subsídio, apresenta-se o critério básico e essencial da leitura: Se a leitura da Bíblia não torna a pessoa mais humana, mais fraterna, mais capaz de construir um mundo melhor, há algo errado com o seu modo de ler. Os profetas insistem, e Jesus retoma bem a idéia deles: a misericórdia, a justiça, a solidariedade são mais importantes que qualquer rito (cf. Os 6,6) e, diríamos, que qualquer leitura da Bíblia... Mas estude com atenção e carinho este precioso subsídio e você, com toda a certeza, vai crescer na verdadeira leitura da Bíblia e, crescendo nessa leitura, vai contribuir melhor para fazer acontecer, entre nós, o Reino de Deus. Pe. Ney Brasil Pereira |
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