Jornal - "MISSÃO JOVEM"
Catequese "MISSÃO JOVEM"
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A atividade catequética constitui-se num lugar privilegiado para toda a animação vocacional que dá identidade e vida à Igreja. Daí a importância e a grandeza da pessoa e da missão do catequista: trata-se de pessoas que conhecem as verdades da fé, que as vivenciam a partir de uma sincera relação filial e amorosa com Deus e dão testemunho pelo empenho na luta por uma sociedade nova e que compreendem a Igreja como Povo convocado por Deus para a Missão. Para passar esse conhecimento e essa vivência aos catequizandos, será necessário, entre outras coisas: Educar para a gratidão: a vida cristã só é bonita, atraente e realizadora quando for a expressão de um profundo sentimento de gratidão a Deus pelo amor recebido desde a infância. Deus sempre esteve presente e atuante em sua vida.
Educar para a vida: Seria um absurdo pensar que podemos servir a Deus, deixando de lado a preocupação com os irmãos e as irmãs, especialmente os mais pobres. (cf. 1Jo 4,20; Tg 2,1-11) Educar para a sensibilidade diante dos apelos: Ouvi o clamor do meu povo (cf. Ex 3,7). [...] ficou tomado de compaixão, pois estavam como ovelhas sem pastor (Mc 6,34). Auxilia-se os catequizandos a fazerem experiências concretas e a partilhá-las em grupo. Educar para consciência da pertença à comunidade: Pelo batismo somos membros de um grande corpo (cf. Cl 1,18) e ramos de uma mesma videira (cf. Jo 15,5). Somos um Povo que Deus reuniu e envia em missão. Importa aprender a amar a Igreja com o mesmo amor de Cristo que deu a vida por ela. Educar para a oração: a oração é manifestação espontânea de um coração que vive em ação de graças, e que assim, no amor, sabe apresentar a Deus qualquer realidade humana ao mesmo tempo em que ouve seus apelos. Educar para o amor à Palavra: Se me amais guardareis minha Palavra (cf. Jo 14,15). A paixão pela Palavra de Deus suscita na Igreja uma nova missionariedade, [...] que deverá responsabilizar todos os membros do povo de Deus (cf. NMI, 40). Educar para o desejo da santidade: ajudar a criar a convicção de que todos, sem exceção, somos vocacionados a sermos santos e santas no amor (Ef 1,4). Sem o ideal da santidade, nossa vida não tem rumo, não tem direção. Precisa explicar de forma clara, atual e atraente o que é a santidade e qual o caminho que leva a ela. Educar para a co-responsabilidade: somos todos responsáveis pela missão da Igreja. Portanto, também somos todos, e a comunidade toda, responsáveis pela animação vocacional. Educar para a vida em comunidade como num ecossistema vocacional: informar e instruir sobre as diversas vocações e ministérios na Igreja: os vários modos de se viver a vocação de leigo (no casamento ou permanecendo sem se casar); os ministérios ordenados (diácono, padre ou presbítero e bispo); a vida consagrada (as irmãs e os irmãos das congregações religiosas); a vida missionária de quem deixa tudo e parte para anunciar o Evangelho a outros povos. Fale-se bonito de todos os diferentes modos de se integrar à Igreja e de servir. Quem dá catequese não deve deixar de formular convites constantes para os ministérios leigos, para ser padre, para ser irmão e irmã consagrados, como que emprestando a voz a Deus que chama para a missão. Também a catequese pode colaborar para que as dioceses, paróquias e comunidades deixem de considerar a dimensão vocacional como um elemento secundário, uma pastoral a mais, um momento isolado, uma simples parte da pastoral global. Dessa forma, estaremos nos fazendo ao largo, rompendo com a mesmice e a rotina; abriremos para o futuro, para o novo, para o diferente, para as surpresas do espírito (cf. TB,12). Tudo isso para que não falte quem anuncie com entusiasmo a Boa Notícia do Reino. Pe. João Francisco Salm |
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