Jornal - "MISSÃO JOVEM"

Catequese "MISSÃO JOVEM"

Pedagogia da Catequese

E DEUS FEZ-SE PRÓXIMO E ÍNTIMO

“Todos os anos em nossa comunidade preparamos o dia de Natal com encenações, cantos, enfeites, presépio e músicas. Há uma boa participação. Mas parece que a cada ano o Natal perde o sentido religioso e passa a ser uma festa comum. Como celebrar o Natal no mundo de hoje?”

É um bom questionamento. Aliás, esta pergunta deveria ser discutida, refletida e aprofundada na catequese. Natal é festa da vida. É certeza do amor e da presença de Deus no meio de nós. Deus se aproxima de nós e nós nos aproximamos de Deus e nos tornamos irmãos uns dos outros. A festa de Natal pode ser celebrada com três significados.

A) FESTA DA ENCARNAÇÃO DE JESUS

Deus se torna gente. Nasce no meio de nós.
“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1, 14).
“Quando chegou a plenitude dos tempos Deus enviou seu Filho que nasceu de uma mulher” (cf. Gl 4, 4).
“Estando eles ali, completaram-se os dias dela. E Maria deu à luz seu filho primogênito e, envolvendo-o em faixas, reclinou-o num presépio; porque não havia lugar para eles na hospedaria” (Lc 2, 6-7).
Os textos bíblicos mostram a bondade de Deus que assume a condição humana. Torna-se gente, nasce no meio de nós.
Celebrar o Natal é trazer presente a Encarnação de Deus e ao mesmo tempo assumir o nosso compromisso de tornarmo-nos presentes na vida da comunidade, da família e especialmente entre os pobres.

B) FESTA DA FAMÍLIA

Jesus nasceu na família de Nazaré. Ele quis fazer a experiência de nascer, viver e crescer numa família. Família é lugar do encontro, da vida, da partilha e do crescimento. A cada ano, por ocasião do Natal, as famílias se reúnem. Parece que celebrar o Natal em família é uma necessidade humana e uma experiência profunda do coração.

Milhares de pessoas viajam para encontrarem-se com os familiares, matar as saudades, retomar a história, recordar o passado, viver o presente e abrir esperança para o futuro. E quem não se encontra com a família sente um vazio interior, uma sensação de não ter celebrado o Natal.

É importante que a catequese valorize estes encontros familiares e os motive para que sejam uma experiência de vida, de partilha, de criar laços, de perdoar, de reaproximar. Que bom se a catequese pudesse oferecer a todas as famílias, para a noite de Natal, uma sugestão de uma pequena celebração familiar.

C) FESTA COLORIDA

As cidades, casas, ruas, prédios, campos e vilas mostram o colorido, as luzes, cores e símbolos. Externam sinal de vida.

É claro que no meio de tudo isto há muita dor, fome e tristeza.

Mas, o coração humano necessita de ternura, de esperança e de vida. O colorido e as luzes não são apenas coisas externas, pois devem encaminhar para uma reflexão em vista de ações concretas.

Com a sua Encarnação, Jesus veio apagar as trevas, as injustiças, o pecado e trazer a vida, a fraternidade, a justiça e a solidariedade.

O profeta Isaías bem expressa esta realidade. “O povo que andava nas trevas viu uma luz... vós despertastes um grande regozijo, provocais uma imensa alegria”. Ele se chama: “Conselheiro admirável, Deus forte, Pai eterno, Príncipe da Paz” (cf. Is 9, 1-6).

Prezados leitores, foi uma alegria refletir os diversos temas no decorrer deste ano. Esperamos continuar com esta contribuição mensal. Desejo um bom Natal, e que o Novo Ano seja repleto de esperança, vida e fraternidade.

Dom Juventino Kestering
Bispo de Rondonópolis – MT

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