Jornal - "MISSÃO JOVEM"

Catequese "MISSÃO JOVEM"

Dinâmica

Sacramentos (VI) A IGREJA FAZ OS SACRAMENTOS
E OS SACRAMENTOS FAZEM A IGREJA

Pode existir comunidade sem um relacionamento humano? Isto é, sem diálogo, sem trocas de experiências, sem partilha, sem alguém para falar, sorrir, festejar, bater uma bola...?

A comunidade se torna um sinal visível quando nela todos se sentem acolhidos, ajudados e enriquecidos com a variedade de dons, qualidades dos(as) participantes.

DINÂMICA
(A construção da comunidade)

• Usar um pedaço de jornal para cada participante.
• Colocá-lo no chão, debaixo dos pés, como se fosse uma casa.
• Pedir aos participantes se espalharem no espaço e cuidar do jornal, pois é a sua casa. Cada um(a) escolhe uma palavra contida no jornal, para poder se aproximar de um vizinho para conversar. A palavra pode conter um problema, uma conquista, que afeta ou ajuda a vizinhança, a comunidade.
• Aproximar-se de dois a dois, carregando sempre o jornal, depois, de três a três até atingir o grupo todo (se for no máximo 15 pessoas).
• O grupo deverá saber as palavras de cada um e nelas perceber quais as coisas boas e os problemas que estão presentes.
• O animador fará com que o grupo se organize em comunidade, tentando preservar as coisas boas e buscar soluções para os problemas.
• A organização deverá partir de cada casa-jornal, que exigirá, sair do seu lugar, ir ao encontro, dialogar, respeitar, até chegar a uma forma adequada de comunidade, sobretudo circular.

FAZER UMA AVALIAÇÃO

1) Formamos uma comunidade? Sim? Não? Por quê?
2) Quais as dificuldades encontradas? O que mais ajudou na organização?
3) O que precisamos fazer para che gar a uma convivência comunitária?

COMUNIDADES VIVAS

O livro dos Atos dos Apóstolos é um marco que sinaliza para toda a caminhada da Igreja, no que diz respeito à formação de comunidades.

As comunidades não se formaram na maré mansa. Sabemos que muitos conflitos relacionados às diferentes culturas existentes, aceitação por parte das autoridades, modos diferentes de entender o caminho da fé... foram grandes desafios enfrentados pelos seguidores de Jesus. Como superaram estas horas difíceis?

Vejamos: reuniam-se nas casas (At 4, 23-31), partilhavam a vida, trocavam notícias, escutavam a Palavra do Senhor, rezavam, celebravam a Eucaristia e se encorajavam para anunciar Jesus Cristo.

Era a partir das pequenas comunidades, com fortes laços afetivos e de ajuda recíproca, que seus membros reanimavam as esperanças e se tornavam fortes para perseverar e testemunhar o Evangelho de Jesus.

Se olharmos para a vivência comunitária de hoje, percebemos grandes mudanças em relação às comunidades de ontem, porque vivemos em outra cultura. Podemos dizer que os problemas e os desafios são grandes. A questão é encontrar soluções. Sabemos que muitas de nossas comunidades vivem de fato a Palavra de Deus e a ajuda mútua. Por outro lado, encontramos comunidades que se parecem muito com grupos de pessoas que não se conhecem, vivem seus interesses, querem apenas aparecer, ou ainda, estão só para distribuir tarefas e funções.
Na verdade estamos sempre nos reunindo, trabalhando lado-a-lado, preocupados com mil afazeres.

1 - Temos tempo para partilhar nossa vida? (nossas tristezas, dores, alegrias, esperanças.)

2 - Temos tempo para partilhar a Palavra? (Conseguimos nos ajudar mutuamente no crescimento da fé?)

3 - Temos tempo para partilhar os bens? (Conhecer-nos mutuamente e nos ajudar nas necessidades?)

Sem esse tripé: partilha da Vida, da Palavra e dos bens, será difícil celebrar os sacramentos no seu verdadeiro sentido.

• Fazer com o grupo uma memória da própria comunidade. Lembrar: pessoas, fatos, datas. Questionar: Quantas pessoas conhecemos, nos relacionamos, criamos laços de amizade, ajudamos... com quantas celebramos?

• Formar um painel com nomes de pessoas da comunidade.

• Desenhar algum fato que uniu ou une a comunidade.

• Criar um canto da comunidade, onde aparecem todas as atividades desenvolvidas: pastorais, movimentos, organismos, serviços, festas, encontros...

COMUNIDADES X SACRAMENTOS

Para celebrar os sacramentos é preciso que haja comunidade de fé e vida.

Não existe celebração de nenhum sacramento sem a presença da comunidade.

Nos sacramentos a comunidade celebra a vida de cada pessoa presente que carrega consigo as suas aspirações, sentimentos, conquistas, as lutas do dia-a-dia.

A celebração dos sacramentos se tornará mais viva quanto mais se aproximará do modelo apresentado em Atos: “A comunidade toda era um só coração e uma só alma” (At 4, 32).

Diz-se que “a Igreja faz os sacramentos e os sacramentos fazem a Igreja”.

1) “A Igreja faz os sacramentos”, pois é ela que convoca todos os seguidores de Jesus para os celebrar. “Toda ação da Igreja para o serviço do Reino, participa, de certa forma, da sua sacramentalidade. Mas, entre os múltiplos gestos da Igreja que são sinais visíveis da presença da graça de Cristo entre os homens, a Igreja reconhece sete sacramentos propriamente ditos” (CR 221).

2) “Os sacramentos fazem a Igreja”. Os sacramentos são sinais para mais vida e vida nova e livre. Eles dão vitalidade, coragem para a comunidade-Igreja. Compromete a Igreja a viver a solidariedade, a justiça e a criar uma sociedade mais fraterna.

É nos sacramentos bem celebrados e assumidos que a Igreja encontra sua identidade. São eles que permitem o encontro festivo com a comunidade, levam a uma constante conversão e portanto, a uma reconciliação. Fortalecem para a prática do serviço e testemunho. Dinamizam para mais comunhão-partilha.

Fortalecer a vida comunitária, numa vivência comprometedora a partir dos sacramentos, é tarefa de todos os pastores e de cada catequista.

É tarefa, também, de educar para uma compreensão correta de que existe uma forte relação entre sacramento e comunidade. Sacramento que não leva a gestos concretos junto à comunidade pode tornar-se um mero sacramentalismo.

Ir. Marlene Bertoldi

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