Jornal - "MISSÃO JOVEM"

Catequese "MISSÃO JOVEM"

Destinatários da Catequese

CATEQUESE! PARA QUEM?

Leitores amigos! Os jovens formam a maioria da população. Eles estão em todos os lugares: escolas, praças, bares, shopping, no trabalho... Criam e recriam. Vivem e absorvem o impacto das mudanças, da tecnologia e da exclusão. Nem sempre a Igreja consegue motivar a juventude para um efetivo processo de conversão. As rápidas transformações desafiam a catequese. Neste mês vamos abordar a “Catequese com a Juventude”.

1.º ESPERANÇA E BUSCAS

A comunidade eclesial deve estimular catequistas, lideranças, presbíteros e jovens para realizarem, de maneira corajosa e criativa, o anúncio do Evangelho aos jovens. A realidade mostra que a maioria das crianças católicas recebem os sacramentos da iniciação cristã, mas diminui sensivelmente o número dos que verdadeiramente são iniciados na vida cristã, no seguimento de Jesus Cristo e no engajamento comunitário.

O afastamento da vida comunitária após a recepção dos sacramentos é uma realidade. Os jovens estão mergulhados num mundo de expectativas, de forte apelo ao consumo, às soluções imediatas. Cresce a sensação de desencontro, de tédio, solidão, dependência química e até mesmo a perda do sentido da vida. Sentem a falta de um referencial, de uma proposta desafiadora, capaz de os empolgarem.

O “distanciamento da Igreja ou, pelo menos, uma atitude de desconfiança em relação a ela, existe em muitos jovens como um comportamento de fundo. Nele refletem-se, freqüentemente, a carência de amparo espiritual e moral das famílias e as fraquezas da catequese recebida” (Diretório Catequético 182). Porém, entre muitos jovens “é forte e impetuoso o impulso da busca de um sentido para a vida, de solidariedade, de empenho social e da própria experiência religiosa”.

2.º CARACTERÍSTICAS

O coração da catequese é a explicitação da proposta de Jesus Cristo. Ele é a realidade nova capaz de modificar a vida.

O encontro com Jesus Cristo leva a conversão. Nesse processo surge a necessidade de grupos de convivência para partilhar a vida e solidificar a missão na comunidade fraterna. A conversão não pode esquecer a formação humana e afetiva. Nesta caminhada o jovem descobre-se como uma pessoa em crescimento.

A Igreja vê o jovem com esperança. É preciso investir em recursos, formar assessores adultos e agentes entre os jovens. Abrir espaço para que o jovem possa viver em comunidades vivas onde possam fazer a experiência de partilha e de solidariedade. O investimento nos jovens não deve ser em vista de seu engajamento, mas em função da formação integral da juventude.

Os jovens vivem uma multiplicidade de experiências e situações em todos os campos e níveis. Há jovens que não são batizados. Outros não completaram a iniciação cristã. Uns atravessam uma crise de fé, em meio ao pluralismo de ofertas religiosas. Uma faixa de jovens vive a desilusão e a revolta pessoal, familiar e social que tem sido um caminho aberto para a marginalidade.

Cresce o número dos que estão buscando caminhos para uma experiência de fé e de engajamento através de comunidades, pastorais, grupos de jovens e movimentos eclesiais.

A catequese de jovens requer novos métodos e recursos pedagógicos. Precisa estar aberta à sensibilidade e aos problemas característicos da idade, sem esquecer a educação para a liberdade, a formação da consciência crítica, a educação para o amor, uma atualizada proposta vocacional e o engajamento na comunidade.

Dom Juventino Kestering
Bispo de Rondonópolis - MT

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